Candidato Osni Wagner participa de debate com entidades empresariais na sede da OAB/Blumenau

Na primeira reunião da série de encontros que a Acib, OAB, CDL, Ampe, Codeic e Intersindical Patronal estão promovendo com os candidatos a prefeito de Blumenau, ocorrida na segunda-feira (27), o representante do PSOL Osni Wagner associou o desenvolvimento econômico de um país à política socialista e tratamento igualitário para todos. Segundo ele, a prioridade do seu governo, se eleito, será a gestão voltada para o social. Além disso, os cargos públicos serão ocupados por meritocracia. As ações serão medidas por indicadores e metas.

Osni defendeu também a redução do duodécimo – recursos repassado para a Câmara Municipal pela Prefeitura, definidos por lei. O candidato disse que tem o desafio de dobrar a possibilidade de endividamento do Município e fazer uma gestão democrática dos recursos públicos. Classificou de “apartheid social” a falta de saneamento básico e de regulamentação das chamadas “ruas de placa amarela”.

O presidente da Acib, Ronaldo Baumgarten Jr., questionou se o candidato dará continuidade ao Projeto Blumenau 2050. “Neste projeto faltam ações de segurança, educação e saúde”, opinou. Em resposta ao presidente do Codeic, Adilson Baher, sobre o planejamento para a região norte da cidade, disse: “É necessário criar condições de infraestrutura para Blumenau crescer para a região norte. Precisa ser pensado e planejado”, respondeu.

Paulo Lopes, presidente da CDL, perguntou sobre o ponto facultativo, que paralisa o serviço público em feriados prolongados, e a visão do candidato sobre o turismo. Sobre este último assunto Osni Wagner destacou a necessidade de se explorar as várias possibilidades do turismo em Blumenau e criticou o alto preço praticado pelos hotéis da cidade. Quanto aos feriados, acredita que “mexer no direito dos profissionais da educação é complicado”, referindo-se aos professores e profissionais das creches. Assunto relacionado ao atendimento do Município foi igualmente levantado pela presidente do Sescon, Daniela Zimmermann, que também criticou a demora nas licenças ambientais, inibindo a instalação de novos empreendimentos. O candidato não se mostrou favorável à instalação de qualquer tipo de indústria em Blumenau devido ao impacto ambiental gerado.

O presidente da OAB, César Wolff, questionou se há no plano de governo propostas de ressocialização dos apenados, como o uso da mão-de-obra de ex-detentos em obras públicas. Osni acha “injusto tirar o emprego de outras pessoas em detrimento do trabalho dos apenados”. Segundo ele, é uma questão que demanda análise mais profunda. O presidente da Ampe, Amarildo Ramos, perguntou sobre o tratamento que será dado a micro e pequenas empresas. “Uma das ações é direcionar licitações da Prefeitura para pequenas empresa”, respondeu.

O próximo candidato a participar de reunião com as entidades será Napoleão Bernardes (PSDB), no dia 10 de setembro.

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