O que fazem os Conselhos de Administração?

O que fazem os Conselhos de Administração?

Com o passar dos anos, muitas companhias sentiram a necessidade de profissionalizar sua gestão para aprimorar seus resultados. Com isso, algumas tarefas que antes eram de responsabilidade dos donos das empresas tornaram-se trabalho exclusivo dos conselheiros, responsáveis por promover o desempenho sustentável das organizações. O Conselho de Administração monitora, em nome dos sócios, o funcionamento de uma empresa. Ele não toma as decisões do dia a dia, mas supervisiona as escolhas feitas pelos ocupantes de cargos executivos. Segundo o conselheiro independente Andriei Beber, o Conselho de Administração é um órgão de natureza colegiada, obrigatório nas companhias abertas. O especialista ainda afirma que o órgão deve proteger o valor da empresa e sempre trabalhar visando o melhor desempenho da organização. Para auxiliar no entendimento sobre o tema, Beber esclarece cinco dúvidas comuns sobre os Conselhos de Administração e suas atribuições. Veja abaixo: 1. Principais funções de um conselheiro O conselho de administração tem como prerrogativa a gestão e a organização estratégica de uma empresa. A ideia por trás da atuação dos conselheiros é permitir que a empresa vislumbre o seu futuro, seu apetite para o risco nas ações e nas atividades que vai empreender, e, principalmente, garantir que as boas práticas de governança corporativa sejam respeitadas. Além disso, os conselheiros também devem se certificar que haja transparência, responsabilidade corporativa e preocupação com a sustentabilidade de longo prazo do negócio, sempre tendo em vista a sua geração contínua de valor. 2. Benefícios do conselho de administração Os benefícios estão associados à preocupação com a sustentabilidade da empresa a longo prazo. Um Conselho de Administração e uma preocupação genuína com boas práticas...
Temporada de AGO’s: a importância dos conselheiros independentes

Temporada de AGO’s: a importância dos conselheiros independentes

No mundo corporativo, o mês de abril é marcado pela realização das Assembleias Gerais Ordinárias (AGO’s) das empresas. Durante essas reuniões costumam ser aprovadas as contas do exercício anterior, bem como eleitos os Conselhos de Administração. O Conselho de Administração é um órgão de natureza colegiada, obrigatório nas companhias abertas. Nos últimos anos, as decisões dos conselheiros foram colocadas em xeque pelo mercado e passaram a ser investigadas, ocasionando uma crise em diversas empresas brasileiras. Por conta disso, o conselheiro independente tem sido cada vez mais uma alternativa para as companhias. “A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) define que os conselheiros independentes podem contribuir significativamente no processo decisório, preservando os interesses da empresa, inclusive em alguns casos, sobre o interesse de um acionista em particular”, explica o conselheiro independente e especialista em finanças, gestão e governança, Andriei Beber. Segundo Beber, alguns dos pontos críticos para os Conselhos de Administração é que eles devem se responsabilizar pelo desempenho da organização e proteger o valor da empresa. Além disso, também precisam ser capazes de fomentar a geração de valor, oferecendo à empresa a agilidade para lidar com ameaças competitivas emergentes, evolução das preferências dos clientes e tecnologias disruptivas. “Já o ponto crítico na atividade de um conselheiro independente é, justamente, sua independência”, declara. O especialista ainda explica que, entre as funções do conselheiro independente, estão promover boas práticas de governança corporativa, auxiliar o conselho a ser mais eficaz, separar as questões estratégicas das operacionais, facilitar a sucessão e a gestão, e ajudar a administrar eventuais conflitos. Governança corporativa como ferramenta para geração de valor Além de buscar conselheiros...
Como um ecossistema favorável pode desenvolver o empreendedorismo

Como um ecossistema favorável pode desenvolver o empreendedorismo

Criar um ambiente propício ao empreendedorismo nem sempre é uma tarefa fácil. O Brasil, por exemplo, é um dos países mais difíceis para se abrir uma empresa. Além do processo ser caro e demorado, o país ainda tem uma das maiores cargas tributárias do mundo. Não é a toa que muitas pessoas desistem de suas ideias antes mesmo de começarem a empreender. Segundo o especialista em finanças, gestão e governança, Andriei Beber, empreender significa desenvolver uma ideia. Para que os empreendedores possam trazer à vida suas ideias, é indispensável a existência de um ambiente de negócios apropriado. Ele ainda complementa que o excesso de regulação e burocracia, uma infraestrutura logística inadequada e capital humano despreparado, comprometem a plena fruição dos resultados que essa ideia poderia proporcionar. Ele explica que, em sua recente visita ao Vale do Silício, pôde observar a importância de um ambiente para a transformação de ideias em realidade. “Há uma visão bastante liberal de negócios, um incentivo para que as pessoas conversem sobre suas ideias de negócios, diferente do Brasil”, declara. Cerca de 25% de todo o capital de risco do mundo está no Vale do Silício. Só em 2017, foram 178 bilhões de dólares. Para o especialista, o investimento aliado ao incentivo para o desenvolvimento de projetos é outro fator presente no Vale do Silício, que não é tão recorrente no Brasil. De acordo com Andriei, também há uma questão que diferencia os empreendedores: a união. Algumas pessoas ainda veem seus colegas como ameaças e não como uma oportunidade de concretizar suas ideias de negócio. “Um ecossistema favorável não se constrói com apenas um empreendedor,...
Especialista em finanças cria proposta simples para auxiliar na conquista da independência financeira

Especialista em finanças cria proposta simples para auxiliar na conquista da independência financeira

BLUMENAU (SC) – Em tempos de crise econômica é ainda mais urgente a necessidade de saber gerenciar e otimizar o dinheiro que está tão escasso. Pensando em oferecer às pessoas um método que auxilie nesse processo, o professor da FGV, palestrante e especialista em Finanças, Gestão e Governança, Andriei José Beber, criou uma metodologia que ele chama de “4R’s”. Reconhecer, Registrar, Revisar e Realizar são os pilares de uma proposta que permite alcançar a saúde financeira e ainda realizar sonhos há muito tempo prorrogados por falta de recursos. Conforme explica Beber, a primeira medida é “Reconhecer” a necessidade de assumir as rédeas das finanças pessoais e promover uma profunda reflexão sobre os objetivos financeiros individuais e familiares. Feita essa análise, pode-se avançar para a fase de “Registrar” os gastos que estão sendo realizados. Essa etapa permite avaliar de forma palpável a entrada e saída de dinheiro. Muitos aplicativos estão disponíveis hoje gratuitamente para contribuir nesse controle, como é o caso do GuiaBolso e o Minhas Economias. A partir do reconhecimento da necessidade de uma mudança de postura para garantir a saúde financeira e ciente de para onde cada real está indo, é chegada a hora de “Revisar”. O especialista afirma que é neste estágio que a pessoa vai avaliar como é o seu consumo e os pontos possíveis para economia e otimização. Pesquisar preços antes de comprar, estabelecendo um padrão consciente de consumo ao utilizar o cartão de crédito de forma inteligente são apenas alguns exemplos de benefícios que essa etapa pode oferecer. Não se deve esquecer ainda a identificação de oportunidades de ampliação das receitas. O resultado de...
Planejar a compra do material escolar é opção para controlar orçamento

Planejar a compra do material escolar é opção para controlar orçamento

A compra do material escolar dos filhos deve estar mais cara neste início de ano. Vários fatores devem influenciar esse aumento, como a inflação, o preço dos produtos, a alta do dólar, entre outros. Por isso, o professor da FGV e palestrante nas áreas de Finanças, Gestão e Governança, Andriei Beber, orienta que é essencial fazer um planejamento, para que as compras sem pesquisas prévias não comprometam o orçamento familiar. “É possível driblar os preços altos, com alternativas para encontrar os melhores valores e formas de adquirir os produtos e ainda economizar na hora da compra do material escolar dos filhos”, informa Beber. Os livros são apontados como os grandes vilões, os produtos mais caros da lista de materiais escolares. Já o valor das mochilas, estojos e lancheiras, por exemplo, tiveram 30% de aumento, principalmente devido à alta da moeda norte-americana. “Mas a volta às aulas não precisa ser um pesadelo. E para driblar os preços altos e controlar o orçamento da família, há algumas alternativas para encontrar os melhores valores e formas de adquirir os produtos sem esvaziar a carteira”, diz Beber. Dicas Abaixo, o professor da FGV lista algumas dicas para economizar na hora de comprar o material escolar das crianças: – Pesquise em diferentes locais para conseguir comprar mais barato: a pesquisa ainda é a melhor alternativa para quem deseja economizar. Fazer orçamentos em diferentes lugares é o jeito mais prático de descobrir produtos em ofertas, como em papelarias e livrarias, sites e em sebos online. Assim como negociar os valores para obter um desconto maior. Tire um dia apenas para pesquisas. Conheça os valores oferecidos...
Recuperação econômica do Brasil deve acontecer somente no segundo semestre de 2017

Recuperação econômica do Brasil deve acontecer somente no segundo semestre de 2017

“Diante das incertezas no campo político, a perspectiva de melhoria no cenário econômico de 2017 está se deteriorando rapidamente”. A afirmação é do professor da FGV e palestrante nas áreas de Finanças, Gestão e Governança, Andriei Beber. De acordo com ele, o fato pode ser observado pelo Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), que tem por objetivo antecipar o resultado do Produto Interno Bruto (PIB) do País e é um parâmetro para medir a evolução da atividade econômica brasileira. O cálculo desse índice também auxilia a autoridade monetária a definir a meta da taxa básica de juros – a Selic. “Além do indicador do BC, o mercado tem identificado fortes evidências de que a recuperação econômica deve ficar somente para o segundo semestre do próximo ano”, opina Beber. Na última reunião deste ano, ocorrida em novembro, o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC reduziu em 0,25 ponto percentual a Selic, passando de 14% para 13,75% ao ano, o que voltou a sinalizar a possibilidade de intensificar a distensão monetária. De acordo com o professor, do lado positivo, o ritmo de desinflação nas suas projeções pode se intensificar caso a recuperação da atividade econômica seja mais lenta do que a antecipada. Do lado dos riscos negativos, para o PIB baixar ainda mais a inflação, depende de um ambiente externo propício. Especialistas têm discutido sobre o ritmo adequado de queda da Selic, tendo em vista as perspectivas e riscos de cumprimento da meta de inflação. O BC aponta que as projeções de inflação apuradas pelo relatório Focus – que reúne as projeções dos principais economistas do mercado – recuaram para...

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