Empresa ou Família?

Para muitos, é difícil conciliar os interesses familiares e empresariais, mas especialista afirma que é possível encontrar o equilíbrio e ser bem-sucedido em ambos. Os conflitos em empresas familiares ultrapassam o ambiente empresarial e afetam também as famílias. “Modernamente, essa dinâmica é até objeto de estudo na Gestão de Paradoxos, pois muitas são as contradições nas empresas familiares”, destaca o advogado e estrategista Renato Vieira de Avila. Para o especialista, nestes ambientes é difícil conciliar ação e planejamento, trabalho e lar, tradição e mudança, privacidade e transparência, entre outros contrassensos. Avila explica que um paradoxo é, superficialmente, o embate de ideias opostas, mas, no caso das empresas familiares, são lados diversos que se apoiam mutuamente. “O que mais intriga as famílias empresárias é o questionamento sobre qual interesse prevalecerá: familiar ou empresarial”, comenta. O especialista afirma que é comum as famílias apoiarem e cuidarem de seus membros em qualquer situação, porém, quando se trata de negócios, é preciso buscar lucros, resultados. Dessa forma, aquilo que funciona na esfera familiar, normalmente, gera conflitos no ambiente empresarial. Entretanto, para Avila, optar por um ou outro interesse traz aspectos negativos. “Se prevalecerem os interesses familiares, compromete-se a liquidez financeira; se apenas os empresariais são considerados, tem-se, com o tempo, uma empresa fragilizada pelas divergências entre sócios e herdeiros, por questões como a sucessão e a implantação de estratégias, seja de continuidade ou venda do negócio”, afirma. Dicas para conciliar empresa e família Prudência e Audácia A fabricante de armas Beretta Company, fundada em 1526 e controlada pela família há 14 gerações, sintetiza a gestão de paradoxos em seu lema: ‘Prudência e Audácia’....

Pessoas físicas também devem se preocupar com a sucessão e gestão patrimonial

Não apenas as empresas precisam refletir sobre sucessão e gestão do patrimônio empresarial. Estudos realizados pelo Credit Suisse estimam que o Brasil terá 497.000 novos milionários nos próximos cinco anos. Este número representa um crescimento de 119% frente aos 227 mil milionários existentes hoje. Segundo um levantamento feito pelo banco americano Haliwell Bank, a lista brasileira deste seleto clube ganha 19 membros por dia, desde 2007. Os números podem parecer incertos, por não levar em consideração apenas os recursos líquidos disponíveis para investimentos, mas também ativos empresariais e imóveis, além de bens de consumo como automóveis de luxo, embarcações e aeronaves, além de aplicações financeiras. Porém, o fato é que cada vez mais, milionários precisam se preocupar com a gestão deste patrimônio e na melhor forma de transmiti-lo aos sucessores na família. O advogado e estrategista Renato Vieira de Avila, especialista em governança corporativa em empresas familiares e planejamento tributário, explica que existem importantes ferramentas que permitem reorganizar o patrimônio, estabelecendo regras de gestão e de convivência, capazes de determinar a maneira como possíveis conflitos internos serão debatidos e tratados. A primeira recomendação de Avila para alguém que detém um patrimônio imobiliário e financeiro, por exemplo, é a utilização de empresas específicas para administrar os bens. “Uma das vantagens desses procedimentos é a racionalização dos tributos que incidem na hora de empreender, vender, alugar ou transmitir o patrimônio aos filhos”, explica. Nesta linha de raciocínio, de acordo com o especialista, é essencial fazer um planejamento sucessório e tributário, que irá analisar o impacto na dinâmica empresarial e familiar, além da incidência dos custos tributários. “É um trabalho de médio...

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