Chocolate e vinho – uma combinação possível

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Os chocolates sempre aparecem nas listas de “ingredientes ardilosos” para harmonizar com vinhos. Mas, ao contrário do que muitos pensam, os diversos tipos de chocolate não somente casam bem com certos tipos de vinhos, como se exaltam e geram sensações de intenso e persistente prazer. Isso é o que ensina o sommelier da Decanter Guilherme Corrêa. “Certamente, os vinhos fortificados são os melhores aliados para fazer frente à potência aromática dos chocolates, construída no processo de fermentação, secagem e torrefação das sementes do cacau. Porto, Madeira, Marsala e Jerez, além dos vin doux naturels tintos da França, como o Banyuls e o Maury, são apostas seguras para o chocolate meio amargo ou ao leite, puros ou em tortas e doces”, explica o especialista. Confira abaixo algumas dicas do sommelier para harmonizar vinhos e chocolates.

Vinhos do porto
Os mais frutados, da família Ruby, caem melhor com os chocolates mais amargos, ou preparações que levam frutas como a cereja e a amora. Quem quiser testar uma torta Floresta Negra com um Porto Heritage Ruby da Warre’s não se arrependerá.
Chocolates mais brandos, temperados pelo leite, ou receitas que levam castanhas, nozes, avelãs e café, ficam maravilhosos com os Portos mais suaves, como os da família Tawny. Uma simples barra de chocolate com avelãs escoltada por um Porto Otima 10 Anos da centenária casa Warre’s abre um novo mundo de sabores e texturas complementares.

Jerez
Outro vinho sensacional no confronto com o chocolate é o Jerez Pedro Ximénez, como o da soberba vinícola El Maestro Sierra. Um néctar viscoso que propicia um casamento celestial com chocolate e amêndoas glaçadas, ou uma torta de ameixas com chocolate. Hoje, na Europa, os gastrônomos e maníacos por chocolate em geral cada vez mais se interessam por barras com alta concentração de cacau e baixa porcentagem de açúcar.

Tinto seco
A elaboração de chocolates com mais de 70% de cacau é uma tendência. Neste caso, até um vinho tinto seco com perfil bem frutado, de médio corpo, com taninos moderados e aveludados, e acidez presente, mas não dominante, pode fazer bonito. Pode parecer estranho, mas quem topar o desafio, deve deixar derreter um chocolate ultra puro na boca e colocar por cima um bom gole de Pinot Noir do Novo Mundo, como um Pinot Noir Reserva 2006 do premiado produtor argentino Luigi Bosca.

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