Crise econômica acende alerta para funcionários mais caros

Crise tem sido a palavra mais constante em noticiários e conversas, sejam elas informais ou de negócios. As consequências da situação econômica do Brasil são imensas e refletem também no emprego, quando muitas empresas fazem cortes de gastos demitindo funcionários. Dados da Organização Internacional do Trabalho (OIT) apontam que a taxa de desemprego no país deve continuar crescendo nos próximos dois anos e atingir 7,1% em 2015 e 7,3% em 2016.

Mas, de acordo com o consultor da SBA Associados, Aroldo Manoel Vieira, que é especialista em gestão humana e Aroldo Manoel Vieira - credito Daniel Zimmermann 2processos, é preciso cautela ao fazer cortes de colaboradores. “Muitas empresas demitem seus melhores talentos porque são “caros”, para contratar empregados “baratos” e reduzir os custos. Acontece que os “caros” são aqueles que ajudam a empresa a sair da crise, enquanto que os “baratos” são apenas peso morto”, afirma o consultor.

Vieira explica que é uma questão de escolha, onde quem cultivar o ciclo da riqueza vai pagar mais, mas terá mais talentos e colher bons resultados.  E quem optar pelo círculo da miséria vai pagar menos, contudo, vai deter mediocridade e acabar tendo prejuízos.

Concomitante a isso, nesses tempos um pouco mais difíceis a busca por profissionais multifuncionais se acentua, pois as empresas precisam rever seus custos. Para isso, Vieira alerta que o perfil que deve ser desejado é o de profissionais talentosos, realizadores, com foco em resultado e que venham contribuir com a melhoria da gestão e dos resultados da empresa.

Profissionalização

“Escola é muito bom, é superimportante, mas não é tudo”, aconselha Vieira. O consultor explica que diplomas, sejam de graduação, pós-graduação e mesmo mestrado ou doutorado, são apenas ferramentas adquiridas. “Junto com o diploma deve vir uma série de competências e comportamentos. É como a velha teoria do CHA, que alia Conhecimentos, Habilidades e Atitudes”, esclarece.

Além disso, o especialista lembra que, além do diploma e efetivamente ter os conhecimentos da formação, é necessário ter motivação, capacidade de relacionamento, de realização e foco em resultado.

Escolha certa

Tem se tornado comuns os profissionais que se formam em uma área, mas atuam em outra. Uma pesquisa feita pelo Observatório Universitário comparou, a partir dos microdados do censo do IBGE de 2000, a profissão de 3,5 milhões de trabalhadores formados em 21 áreas diferentes e concluiu que 53% estão numa profissão distinta daquela para a qual se prepararam.

Vieira explica que há vários motivos para isso e um deles é porque existe diferença entre formação e vocação. “Muitas pessoas fazem uma formação e depois descobrem que essa não era a sua vocação. Pela vocação percebem que detém um gosto especial por outras atividades e uma tremenda facilidade em aprender sobre elas”, conta o especialista.

O consultor diz que a vocação leva o indivíduo a aprender mais facilmente sobre um assunto e assim gastar horas estudando e aprendendo como autodidata.  Ao encontro disso, é possível se apoiar em cursos profissionalizantes e no conhecimento adquirido com a convivência de profissionais do ramo. “As empresas que têm essa percepção aceitam esses profissionais e, na maioria das vezes, se deparam com colaboradores de muito sucesso”, argumenta. Entretanto, Vieira lembra que para isso é preciso empresas de mentes abertas, inovadoras e dispostas a sair das receitas tradicionais e testar possibilidades diferentes.

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