Especialista aponta motivos pelos quais as empresas devem investir em saúde e segurança no trabalho

A importância dos investimentos em saúde e segurança no trabalho foi tema do Café com a Indústria, realizado na manhã desta quinta-feira (25), em Blumenau. O evento, promovido pela Fiesc, por meio do Sesi e com o apoio do Sintex, contou com a palestra Saúde e Segurança no Trabalho – Custo ou Investimento?, ministrada pelo especialista em Medicina no Trabalho e em Saúde do Trabalhador, Gustavo Nicolai, também coordenador de Segurança e Saúde no Trabalho do Departamento Nacional do Sesi. Cerca de 170 pessoas lotaram o auditório e houve também transmissão ao vivo em uma sala ao lado, devido à grande procura pelo evento.

Para o presidente do Sintex, Ulrich Kuhn, o grande desafio de um evento como este é o de promover a reflexão. “Precisamos refletir sobre como os investimentos em saúde e segurança podem beneficiar a todos”, destacou. O superintendente do Sesi em Santa Catarina, Fabrizio Machado Pereira, contou que a ideia do evento surgiu em uma reunião no Sintex e que logo foi colocada em prática dada a importância do tema. “Fazer a gestão da saúde e segurança é determinante para a competitividade das empresas”, destacou.

Em sua palestra, Nicolai apresentou as mudanças ocorridas no cenário de Saúde e Segurança no Trabalho recentemente e destacou que não se pode mais atuar como era há 20 anos nesta área.

O especialista explicou detalhadamente os impactos para os custos das empresas com a criação do Nexo Técnico Epidemiológico (NTEP), Fator Acidentário de Prevenção (FAP) e a revisão dos Riscos Ambientais do Trabalho (RAT), que compõem o novo Seguro Acidente do Trabalho (SAT). Apesar dos custos que os novos cálculos podem trazer para as empresas, Nicolai, explicou que, por outro lado, com investimentos em saúde e segurança é possível economizar.

Ele mostrou que em média uma empresa tem um custo de R$ 18 mil reais quando um profissional se acidenta e de R$ 138 mil quando ele se afasta de suas atividades. Isso contabilizando apenas custos tributários, sem contar perdas de produtividade na empresa. Por isso, destacou o especialista, “saúde e segurança são um investimento”.

Nicolai explicou que as empresas precisam buscar soluções mais proativas para evitar os afastamentos previdenciários; comprometer as gerências e lideranças com as questões relacionadas à saúde e segurança;  utilizar os limites da legislação para evitar custos que poderiam ser minimizados; conversar com os médicos peritos sobre os casos envolvendo a empresa para buscar a melhor alternativa para ambos os lados e influenciar a rede credenciada para não fomentar afastamentos desnecessários. Além disso, o especialista recomendou que as empresas mantenham uma documentação impecável, que comprove os investimentos feitos em saúde e segurança do trabalhador. Outra indicação de Nicolai foi a necessidade de especialização na área. “Saiba que você não é o especialista em saúde e segurança. Busque o apoio de quem entende destes assuntos”, destacou.

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