Hospitais blumenauenses realizam pesquisa clínica inédita para obter novos tratamentos contra a Covid-19

Estudo encontra-se na fase 3 e está sendo conduzido pelo Hospital Dia do Pulmão e o Hospital Santa Isabel. O objetivo é testar novos medicamentos que podem ser eficazes no tratamento de pacientes hospitalizados com a doença.

A busca por novos medicamentos e tratamentos contra o Coronavírus está avançando em Blumenau. Um estudo conduzido pelo Centro de Pesquisa Clínica, do Hospital Dia do Pulmão, em parceria com o Hospital Santa Isabel, já está na fase 3 de testes e mira o tratamento de pacientes hospitalizados nas duas unidades com quadros moderados a graves da Covid-19.

A pneumologista e investigadora principal do Centro de Pesquisa Clínica, Dra. Marina Andrade Lima, é a responsável junto ao Hospital do Pulmão pela iniciativa em Blumenau. Ela destaca que os pacientes são convidados a participar pela equipe médica e precisam preencher todos os critérios de inclusão e nenhum de exclusão. “O estudo tem a finalidade de testar uma nova droga a ser utilizada no futuro, que,  caso seja eficaz, contribuirá para o tratamento da doença”, diz.

A investigadora relata que existem inúmeros projetos em curso para a Covid-19, já nas fases 2 e 3. “O projeto atual do Hospital Dia do Pulmão e o Hospital Santa Isabel é um estudo fase 3, com o medicamento ruxolitinibe, patrocinado pelo grupo farmacêutico Novartis. A fase é destinada à avaliação da eficácia e da segurança do medicamento experimental. A pesquisa foi aprovada pela agência federal do Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos Estados Unidos (FDA), Agência Europeia de Medicamentos (EMA), Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), Comitê Nacional de Ética em Pesquisa (CONEP) e Comitê de Ética em Pesquisa (CEP) da Universidade Regional de Blumenau (FURB)”, revela.

 

Como são as diferentes fases dos testes de uma pesquisa clínica?

A médica destaca que um estudo começa na fase pré clínica, avaliando a segurança da substância em animais. “Posteriormente, seguem as fases clínicas. A fase 1 é destinada a avaliar a segurança, geralmente em adultos saudáveis. A fase 2 é realizada nos pacientes que apresentam a doença a ser tratada, para avaliação de segurança, determinação da dose e eficácia inicial. A fase 3 é destinada à avaliação da eficácia e da segurança do medicamento experimental aplicado a um número maior de pacientes e a fase 4 é quando o medicamento já foi aprovado pela agência reguladora, pós comercialização, para continuação de segurança”, conclui.

 

Sobre o Hospital Dia do Pulmão

O Hospital Dia do Pulmão (HDP) atua em Blumenau desde 1982, com prestação de serviços voltados ao diagnóstico e tratamento de doenças respiratórias. Destacam-se nesta trajetória pioneira, a introdução da fisioterapia respiratória e pneumologia pediátrica.

Além de atendimento nas áreas de pneumologia, alergologia, otorrinolaringologia e cirurgia torácica, o Hospital Dia do Pulmão conta com serviço de Pronto Atendimento, consultórios, exames e tratamentos que permitem o atendimento, diagnóstico e tratamento sequencial nas dependências do HDP.

Essa abordagem permite conduzir 99.39% dos pacientes na estrutura do Hospital Dia do Pulmão, o que permite a desospitalização do atendimento. Somente 0,61% dos pacientes atendidos pelo HDP são encaminhados para os hospitais convencionais.

No início deste ano, o HDP reestruturou o Setor de Pronto Atendimento, separando os atendimentos os pacientes adultos e pediátricos.

Outro diferencial da área de imunizações é a estrutura física e pessoal dentro de parâmetros sanitários e técnicos internacionais, passando pela monitorização do transporte, conservação (central de refrigeração com sistema de backup que inclui gerador de energia) e manuseio por equipe certificada e treinada especificamente nesta atividade.

Recentemente a ativação da consultoria de Vacinas, que permite análise via WhatsApp das carteiras de vacinações, orientações e até agendamentos como o diferencial que caracteriza o HDP ao longo dos seus 37 anos.

 

 

Sobre o Hospital Santa Isabel (HSI)

A história deste que é um dos maiores hospitais de Santa Catarina está ligada à chegada das primeiras Irmãs da Divina Providência ao Brasil, em 1895, que praticavam enfermagem ambulante em toda a região. Com o tempo, o aumento do número de pacientes e o apoio logístico da sociedade blumenauense, nascia oficialmente, em 4 de outubro de 1909, o Hospital Santa Isabel. Desde 2015, essa filosofia é levada adiante pela administração da Associação Congregação de Santa Catarina (ACSC). Hoje, o HSI conta com uma equipe formada por aproximadamente 1.300 colaboradores e 370 médicos, mais de 260 leitos, sendo 10 na UTI Coronariana e 20 na UTI Geral, e atende 44 especialidades médicas em uma área de mais de 28 mil metros quadrados. Sua intensa vocação à Alta Complexidade o torna referência em especialidades como Implante de Marca Passo, Hemodinâmica, Radioterapia, Neurologia Clínica e Neurocirurgia.

 

O Santa Isabel também é reconhecido como o melhor hospital transplantador de Santa Catarina, estando entre os cinco principais hospitais que realizam transplantes de fígado no Brasil. Por todos esses números, o Santa Isabel é referência para aproximadamente 90 municípios catarinenses, além de pacientes oriundos de outros locais do país. É reconhecido pelo Governo do Estado como a unidade hospitalar que mais realiza procedimentos de transplantes de órgãos em Santa Catarina. O Hospital Santa Isabel é a única instituição catarinense que conta com cirurgias robóticas entre suas especialidades. Com uma média geral de 15 mil internações por ano, mantém um percentual em torno de 70% de seus atendimentos no Serviço de Emergência pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

 

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