Número de brasileiros que largaram o vício supera o de fumantes no país

O Brasil possui pouco mais de 9.1% da população fumante, se tornando referência mundial no combate do tabagismo.

A população de fumantes vem diminuindo desde  2008, em todo o território brasileiro, somando mais de 25 milhões de pessoas que decidiram largar o vício do cigarro, segundo a Pesquisa Especial de Tabagismo – PETab: relatório Brasil, do Instituto Nacional de Câncer (Inca). De lá pra cá, o número de ex-fumantes supera o de fumantes no país. A estatística é ainda mais animadora neste ano, depois que o Brasil se tornou o segundo país no mundo a cumprir as medidas para a redução do  fumo, desenvolvidas pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

A partir disso, o país se transformou em referência mundial no combate do tabagismo, atingindo a meta global, que é de reduzir o percentual de fumantes para menos de 15% no país. Somente na última década, o número de fumantes no Brasil caiu para 40%. A redução para 9.1% é resultado de ações implementadas para conscientizar a população sobre os danos causados à saúde, problemas políticos, econômicos e ambientais causados pelo cigarro. Entre as medidas, podemos citar o Dia Nacional de Combate ao Fumo, celebrado anualmente em 29 de agosto.

A data foi criada em 1986, pela Lei Federal 7.488, e inaugura a normatização voltada para o controle do tabagismo como problema de saúde coletiva. Neste ano, o tema escolhido para a campanha foi “Tabaco e saúde pulmonar”, orietando a população sobre o uso do narguilé e os riscos de doenças pulmonares oriundas do consumo de tabaco e de seus produtos derivados, incluindo o narguilé. O médico pneumologista e diretor técnico do Hospital Dia do Pulmão, de Blumenau, Santa Catarina, Dr. Mauro Sérgio Kreibich, explica que o narguilé é  o único cachimbo que pode ser usado coletivamente,  reforçando a socialização entre os jovens. Além disso, há a falsa sensação por sua composição levar água, não causa mal à saúde.

De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o tema deste ano foi escolhido devido ao crescente número de usuários do narguilé para o consumo do tabaco no Brasil. Conforme os dados da pesquisa Perfil do Tabagismo entre Estudantes Universitários, realizada em 2011, a alta proporção de usuários, incluindo estudantes universitários de alguns cursos selecionados da área da saúde, que declararam consumir com frequência algum tipo de produto derivado do tabaco, 60% a 80% já fizeram uso do narguilé.

Kreibich destaca que, apesar de parecer inocivo, por conter mecanismos de filtro, o consumo do narguilé afeta a saúde. Conhecido por cachimbo d’ água, Hookah ou Shisha, é um dispositivo para fumar no qual o tabaco é aquecido por meio da queima de carvão mineral e a fumaça gerada por um filtro de água antes de ser aspirada pelo fumante, com uma mangueira. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o uso deste dispositivo é mais prejudicial que o de cigarros. Uma sessão de narguilé, que dura aproximadamente entre 20 e 80 minutos, corresponde à exposição dos componentes.

O pneumologista ainda explica que os profissionais da saúde possuem um papel fundamental na contribuição do baixo número de fumantes no país. “É necessário que o médico compreenda o tabagismo como uma dependência, indo além da vontade de fumar. Portanto, é preciso analisar o grau de vício que o paciente apresenta, a motivação que ele possui para largar o cigarro, para depois decidir qual a melhor abordagem de tratamento para ajudar o paciente a largar de vez o tabaco”, diz.

Kreibich também ressalta que o cigarro continua sendo a principal causa de morte evitável no mundo e pode causar mais de 50 problemas de saúde. “Os malefícios do cigarro não atacam somente o pulmão, o tabagismo também pode causar sérios problemas para a saúde cardiovascular. Já que as substâncias do cigarro podem causar lesões na parede interna dos vasos sanguíneos, conhecido como endotélio, interferindo na produção de óxido nítrico, fazendo como que as artérias fiquem mais suscetíveis ao acúmulo de gordura”, explica.

Na saúde respiratória, o tabagismo é a causa de 90% dos casos de câncer de pulmão, de acordo com o Inca. O médico explica que este tipo é o mais agressivo de todos. “Nos homens, o câncer representa cerca de 14% do número de mortes. Nas mulheres, 18% ainda conseguem viver por mais alguns anos, após o início do tratamento”, afirma.

Vale ressaltar que, após parar de fumar, o corpo se recupera dos dados causados pelo tabagismo. Ou seja, os prejuízos podem ser remediados e a saúde pode ser recuperada. “Nunca é tarde para largar o vício, pesquisas e dados do Inca revelam que após um ano sem fumar, os riscos de contrair as doenças causadas pelo fumo excessivo, já começam a diminuir. Portanto, pense, aja e tenha uma saúde e uma vida tranquila sem o vício”, finaliza.

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