Outubro Rosa: um compromisso com a saúde da mulher

Aproximadamente 65% das mulheres identificam o câncer de mama casualmente e 35% através do autoexame mensal.

 

Lidiane Cristina Nitsche é médica com especialização em geriatria e medicina paliativa, mãe de gêmeos, atua no Serviço de Atenção Domiciliar da Unimed Blumenau e no setor de oncologia do Hospital Santa Catarina de Blumenau. Aos 35 anos, foi diagnosticada com câncer de mama de maneira aleatória, com o autoexame. “Palpei uma nodulação em uma das mamas e naquela mesma semana já fiz todos os exames indicados. Dez dias depois recebi o diagnóstico e eu estava com câncer de mama”, conta.

Ela lembra que sendo médica, ou não, a ansiedade por uma resposta pelo resultado do exame é inerente. “Ser médico nessas horas têm os seus dois lados: o negativo por enxergar todos os cenários, inclusive os mais sombrios, e o positivo, por ter o conhecimento técnico de que a taxa de cura supera os 95% quando o diagnóstico é precoce”.

“O momento do diagnóstico foi muito impactante para mim, mas aos poucos as coisas foram fluindo e passei a enxergar a doença como uma oportunidade de crescimento pessoal, profissional e espiritual. Hoje, posso afirmar que meu olhar é ainda mais empático e entregue aos meus pacientes, pois eu sei o que de fato eles sentem com o diagnóstico da doença”, conta.

Ela reforça que além das medidas preventivas como alimentação adequada, atividade física e controle do peso, o autoexame das mamas associado aos exames de rastreio (mamografia e/ou ultrassom das mamas) são de extrema importância para o diagnóstico precoce e melhores perspectivas de tratamento.

Lidiane se emociona ao contar que já se passaram cinco meses desde o momento do diagnóstico e que mesmo tratando a doença leva uma vida absolutamente normal. Ela passou por cirurgia, 16 sessões de quimioterapia e agora se prepara para as radioterapias. “É claro que tratar um câncer não é algo absolutamente isento de desconfortos, mas sigo ativa, trabalho normalmente, cuido dos meus filhos e pratico atividade física diária, isso ajuda a controlar os sintomas de cansaço da quimioterapia. É possível fazer o tratamento oncológico e ter qualidade de vida com total sensação de bem-estar e, para isso, o acompanhamento com equipe multiprofissional é fundamental: psicologia, nutricionista e demais profissionais da equipe”.

A história de Lidiane Cristina Nitsche está registrada em vídeo em uma campanha de prevenção da Unimed Blumenau que visa estimular os cuidados com a saúde, qualidade de vida e principalmente inspirar outras mulheres a realizarem o autoexame e buscarem os exames necessários para o diagnóstico e prevenção de doenças.

 

O câncer de mama

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o câncer de mama é o tipo mais comum entre as mulheres no mundo e no Brasil, respondendo por cerca de 28% dos casos novos de cânceres em mulheres. Relativamente raro antes dos 35 anos de idade, acima desta idade sua incidência cresce progressivamente, especialmente após os 50 anos. Para o ano de 2018, foram estimados 59.700 novos casos de câncer de mama no Brasil.

Em 20 anos, as mortes por câncer de mama cresceram 158% em Santa Catarina. Apenas em 2019 o Instituto Nacional do Câncer estima 2.190 diagnósticos no Estado. De acordo com a médica clínica, geriatra e paliativista cooperada à Unimed Blumenau, Lidiane Cristina Nitsche, “muitos desses dados se dão por falta do diagnóstico precoce, e ele é fundamental para aumentar as taxas de sobrevida, tanto que as campanhas de Outubro Rosa tem mudado muito a questão do foco apenas na prevenção e enfatizado também o diagnóstico precoce”.

A médica explica que a doença não é totalmente prevenível por ser multifatorial e envolve fatores não modificáveis como os genéticos, nuliparidade (mulheres que não tiveram filhos), idade acima dos 50 anos, mulheres que não amamentaram e as que tiveram a primeira menstruação antes dos 12 anos.  Dentre os fatores modificáveis, inclui-se:

  1. Alimentar-se de forma saudável;
  2. Manter o peso corporal adequado;
  3. Fazer atividade física regularmente;
  4. Evitar consumo de bebidas alcoólicas em excesso.

 

O autoexame

O autoexame é indicado para mulheres a partir dos 20 anos de idade. Após os 40, todas devem realizar anualmente a mamografia. De acordo com a OMS, o câncer de mama é mais comum em mulheres entre 45 e 55 anos, mas em todas as faixas etárias podem aparecer nódulos benignos, que também precisam de atenção.

“O câncer de mama pode ser detectado em fases iniciais na maior parte dos casos, aumentando, assim, as possibilidades de tratamento curativo. Na década de 80 recomendava-se o autoexame apenas após o período menstrual. Agora é indicado que a mulher realize a autopalpação/observação das mamas de forma aleatória sempre que se sentir confortável. “Nós conhecemos nosso corpo melhor do que ninguém, então ao observar alguma alteração diante do espelho ou à palpação (nódulos; textura da pele, saída de secreção pelo bico do seio, coloração diferente, dor, inversão do mamilo e assimetria) procure seu médico de confiança para fazer os exame necessários”, explica Lidiane.

 

Programa de Rastreamento Mamográfico Unimed Blumenau

O Programa de Rastreamento Mamográfico da Unimed Blumenau existe desde 2007 para promoção da Saúde da Mulher. Por meio desta iniciativa, clientes, colaboradoras e esposas de colaboradores, de 39 a 70 anos, podem solicitar ou receber em casa anualmente uma guia gratuita para o exame de mamografia. Para realizar o exame, basta solicitar com o Serviço de Atenção à Saúde, pelo telefone (47) 3331-8780, a guia de mamografia e agendar o procedimento em uma das clínicas conveniadas.

 

 

 

Mais informações:
Presse Comunicação Empresarial – Assessoria de Imprensa
Blumenau – Santa Catarina
(47) 3041-2990 ou 3035-5482 | www.presse.inf.br

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