Setor têxtil enfrenta deflação de preços


Nelson Jorge Leite é consultor da SBA Associados e economista

Os preços administrados pelo atual governo sobre os produtos que consumimos tiveram uma alta inflação nos últimos dois meses. A maior foi em janeiro, com 2,50%. Quanto aos preços livres, aqueles que enfrentam concorrência, as altas foram menores, coincidindo os dois primeiros meses de 2015 em 0,86%. Já o Índice Geral, em média, ficou em 1,23%.
Nos grupos de produtos é possível observar que a alimentação, a habitação e o transporte foram os que mais alavancaram os preços. Para se ter uma ideia, em janeiro, a alimentação chegou a 1,48% e o transporte a 2,20% em fevereiro, de acordo com o IPCA. Mas é na educação que o número surpreende. Em janeiro, o IPCA registrou uma inflação de 0,31%, enquanto em fevereiro aumentou para 5,88%.

Com menos variação e altas, estão os artigos residenciais, a saúde, as despesas pessoais e a comunicação, cuja inflação não ultrapassou 1%. A exceção são para as despesas pessoais, que, em janeiro, o índice chegou a 1,68%.

Entre os dados, um deles chama muito a atenção, pois teve o caminho inverso dos demais. O vestuário, que já estava aquém da inflação, teve depreciação dos preços. Em janeiro esse índice ficou em – 0,69% e em fevereiro -0,60%. O motivo dessa baixa foram as liquidações.

E, mesmo sacrificando a margem de lucro, os resultados para o setor não foram expressivos em volumes. A situação é preocupante. Com a possível retirada da desoneração da folha de pagamentos e a incorporação de impostos de até 150%, a conjuntura ficará bem difícil para todos, especialmente para o trabalhador do setor têxtil e de vestuário.

Claro que isto não retira a responsabilidade do empresário em investir em tecnologia, processos, branding, design, inovação e equipamentos, além de buscar intensificar ganhos de produtividade, fazer controles de processos, financeiros e comerciais para o setor se tornar competitivo nos próximos anos.

Outra frente será o ganho de share (participação no mercado). Em mercados maduros, como o é o caso do têxtil e de confecção em Santa Catarina, uma empresa só se protege e cresce “roubando” mercados de concorrentes. Caso contrário, ela será devastada.

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