Vacinação contra gripe ainda deixa dúvidas na população

Especialista explica sobre os principais questionamentos das pessoas e esclarece porque é importante se vacinar.

Iniciou no último dia 22 de abril e segue até 09 de maio a 16ª Campanha Nacional de Vacinação contra a Gripe, do Ministério da Saúde, destinada aos grupos prioritários. As redes privadas especializadas que vacinam as pessoas que não possuem prioridade estabelecem o calendário de maneira independente, e muitas já estão com vacinas disponíveis. É mais uma mobilização brasileira para amenizar possíveis consequências em virtude dos vírus gripais.

Apesar de a campanha de vacinação ocorrer anualmente no país, as dúvidas da população sobre a vacina da gripe ainda são muitas, assim como o não entendimento a respeito da importância da imunização. Segundo o pneumologista e diretor-técnico do Hospital Dia do Pulmão, dr. Mauro Kreibich, o vírus influenza H1N1 ainda se manifesta em grande escala no Hemisfério Norte, o que causa preocupação para o período de frio no Brasil. Por isso, é fundamental que as pessoas vacinem-se e busquem esclarecer todos os questionamentos a respeito.

Para dr. Kreibich, a população deve ter total conhecimento sobre a vacina antigripal, desde sobre as cepas pandêmicas que protege e as contraindicações, até mesmo a respeito da forma correta de armazenamento e conservação das doses para que o efeito seja atingido. “A maioria das pessoas não sabe que o cuidado com as doses das vacinas antigripais são fundamentais para os 100% de eficácia. Tanto em rede pública, quanto em privada os estoques de vacinas precisam estar conservados 24h por dia em temperaturas de -2º a -8º. O transporte de laboratório até a rede especializada é outro fator importante, pois as doses também devem estar em temperatura ideal durante este processo.”

De acordo com o pneumologista, a população deve ficar atenta a estes detalhes quando for a uma unidade de saúde para vacinar-se. “No Hospital do Pulmão, priorizamos cada etapa de conservação das vacinas. Quando as doses chegam de laboratório, checamos a temperatura do isopor em que estão armazenadas, através de uma pistola apropriada para a função. Se a temperatura não estiver adequada, fazemos a devolução. Além disso, as câmaras de armazenamento estão ligadas a um gerador elétrico, com a finalidade de evitar que haja problemas com queda de energia. São cuidados essenciais para a preservação das vacinas e que determinam a diferença entre vacinar e imunizar “.

Confira abaixo mais algumas dúvidas referentes à vacinação e gripe esclarecidas pelo médico especializado na área pneumológica.

– O que é o vírus influenza?
Dr. Mauro Kreibich: É uma infecção aguda e que afeta o sistema respiratório. A transmissão ocorre de pessoa para pessoa, por meio de secreções das vias respiratórias de quem está contaminado, principalmente ao falar, respirar e tossir, ou até mesmo pelo contato das mãos, que pode levar o vírus à boca, olhos e nariz.

– Quais os sintomas do vírus influenza?
Dr. Mauro Kreibich: Tanto a gripe sazonal (comum) como a pandêmica (H1N1) possuem sintomas comuns, como: febre repentina, tosse, coriza, dor de cabeça, dores musculares e dores nas articulações. Por isso, é fundamental que a população em casos de gripe procure orientação médica assim que os sintomas aparecerem.

– Quais são as vacinas aprovadas e disponíveis contra o vírus influenza?
Dr. Mauro Kreibich: A vacina influenza de 2014, conforme determinação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) com as recomendações da Organização Mundial de Saúde (OMS), é Trivalente e contém três tipos de cepas de vírus: um similar ao vírus influenza A/Califórnia/7/2009 (H1N1) pdm09; um similar ao vírus influenza A/Texas/50/2012 (H3N2); e um similar ao vírus influenza B/Massachusetts/2/2012.

– Quais são os grupos prioritários para vacinação contra influenza?
Dr. Mauro Kreibich: Os grupos da campanha oficial do Ministério da Saúde deste ano são: trabalhadores dos serviços de saúde públicos e privados; gestantes; população indígena; indivíduos reclusos (presidiários); crianças saudáveis maiores de seis meses até cinco anos de vida incompletos; faixa etária acima de 60 anos; puérperas (mulheres no período até 45 dias após o parto); e pessoas portadoras de doenças crônicas.

– Que doenças crônicas podem ser incluídas no grupo prioritário? E como deve proceder o portador de doença crônica para ser vacinado?
Dr. Mauro Kreibich: As doenças incluídas são: respiratória crônica, cardíaca crônica, renal crônica, hepática crônica, neurológica crônica, diabetes, imunossupressão, obesos, transplantados e síndrome de down. Para ser vacinado, o portador deve apresentar a receita da vacina pelo seu médico assistente.

– Como devem proceder os indivíduos que não são inclusos na campanha do Ministério da Saúde?
Dr. Mauro Kreibich: Devem procurar a rede privada especializada credenciada para a vacinação, que podem ser clínicas ou hospitais. É importante lembrar que a legislação vigente não permite que as farmácias e congêneres forneçam ou realizem qualquer tipo de vacinação.

– Quem são as pessoas que não podem receber a vacina?
Dr. Mauro Kreibich: Crianças menores de seis meses e pessoas com histórico de alergia grave a ovo e ao mertiolate não devem ser vacinadas contra influenza. Quadros de febre e pacientes em processo de elucidação diagnóstica também devem adiar temporariamente a vacinação.

– Quais são as reações mais comuns após o uso de vacina contra influenza?
Dr. Mauro Kreibich: Geralmente, são observadas as seguintes reações: dor no local da injeção (a mais comum), menos frequentemente pode ser acompanhada de vermelhidão e inchaço no local da injeção. Estas reações costumam desaparecer sem tratamento dentro de um a três dias após a vacinação. Caso não aconteça é aconselhável procurar orientação médica. Outras reações são extremamente raras e demandam também acompanhamento médico.

– A vacina contra influenza (com H1N1) pode ser aplicada ao mesmo tempo em que outras vacinas?
Dr. Mauro: Sim. A vacina contra influenza H1N1 pode ser administrada junto a qualquer outra vacina do calendário vacinal. Nos pacientes com doenças crônicas aconselha-se o uso associado das vacinas anti Pneumocócicas, complicação frequente e crescente nestes pacientes e utilizadas também nas crianças.

– Quanto tempo dura o efeito da vacina?
Dr. Mauro Kreibich: A aplicação começa a surtir efeito a partir da segunda semana e prolonga-se até oito meses. Desta forma, o período ideal para vacinar-se é entre o fim do verão e início do outono.

– Quais as orientações para vacinação das grávidas e crianças menores de seis meses?
Dr. Mauro Kreibich: As grávidas que contraem gripe e os seus bebês têm mais possibilidades de apresentar as complicações da influenza H1N1. As alterações que ocorrem nos sistemas imunológico, cardíaco e pulmonar durante a gravidez fazem com que as mulheres grávidas sejam mais propensas a apresentar as complicações da doença. Aproximadamente duas semanas após o nascimento ou a perda da gravidez, esses sistemas voltam aos parâmetros normais.

As mulheres grávidas devem ser protegidas tanto contra a gripe pandêmica (H1N1), como contra a gripe sazonal (comum). Se uma mulher tiver bebê antes de se vacinar, deve receber as vacinas para obter uma proteção completa. Os bebês menores de seis meses de idade não podem ser vacinados contra a gripe, por isso, todas as pessoas em contato próximo com eles devem ser vacinadas.

– Vacinação na empresa (chamada de extramuro) precisa ser feita em local especializado?
Dr. Mauro Kreibich: Sim. Os locais que disponibilizam vacinação nas empresas devem cumprir regras estabelecidas pelas vigilâncias Sanitária e Epidemiológica de Santa Catarina. De acordo com as normas, somente as salas de vacinas que tiverem o Termo de Autorização Sanitária emitido pela Vigilância Sanitária poderão aplicar as vacinas nos trabalhadores.

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