Pedir nota fiscal pode valer R$ 500 mil: campanha incentiva o hábito e premia consumidores catarinenses

Pedir a nota fiscal é um hábito simples que faz a diferença. E agora, em Santa Catarina, esse gesto pode render ainda mais: a campanha Comércio Local é Legal 2026, realizada pela Fecomércio SC em parceria com os sindicatos empresariais, vai distribuir R$ 500 mil em prêmios entre consumidores que realizarem compras e contratarem serviços em estabelecimentos participantes e registrarem suas notas fiscais na plataforma da campanha. As participações são válidas até 11 de setembro de 2026, com o sorteio e divulgação dos ganhadores prevista para o dia 15 de setembro, o Dia do Cliente.

A campanha representa o dobro da premiação da edição anterior, um sinal do crescimento e do sucesso da iniciativa, que este ano conta com ainda mais empresas participantes em todas as regiões de Santa Catarina. Em Blumenau e Gaspar, a mobilização é liderada pelo SECOVI Blumenau, SIRECOM,  SIESE e SINDILOJAS Gaspar, sindicatos parceiros da Fecomércio SC na região.

Por que a nota fiscal importa?

Solicitar a nota fiscal vai muito além de guardar um comprovante de compra. O documento é uma garantia legal do consumidor, essencial para acionar a garantia do produto, registrar reclamações e comprovar transações. Para o comércio e os serviços locais, cada nota emitida representa mais transparência fiscal e um ambiente de negócios mais justo, competitivo e sustentável, beneficiando toda a cadeia econômica regional.

Além disso, conforme explica o presidente do SECOVI Blumenau, Leonardo Vasselai Araujo, pedir nota fiscal contribui diretamente para o orçamento do município e, por consequência, para a qualidade de vida de toda a comunidade. “Pedir nota fiscal é um gesto simples, mas com um impacto enorme. Além de garantir os direitos do consumidor, ele fortalece o comércio e os serviços locais, gera mais transparência para os negócios e movimenta a economia da nossa região. A campanha Comércio Local é Legal torna esse hábito ainda mais valioso: cada nota fiscal pode ser um número da sorte para concorrer aos prêmios”, destaca.

Como o consumidor participa?

A participação na campanha é simples:

  •     Realize compras ou contrate serviços em estabelecimentos participantes da campanha;
  •     Fotografe a nota fiscal;
  •     Acesse a plataforma digital da campanha (comerciolocalegal.fecomercio-sc.com.br), faça seu cadastro e envie a foto;
  •     Receba seu(s) número(s) da sorte e aguarde o sorteio, realizado pela Loteria Federal, com a divulgação dos ganhadores no dia 15 de setembro, o Dia do Cliente.

Os estabelecimentos participantes são identificados com material gráfico próprio da campanha. A lista completa também pode ser consultada no site – Home – Comércio local é legal! CAMPANHA OFICIAL

Fio é tudo igual? Não para quem entende de têxtil

Na indústria têxtil, a qualidade de um produto começa muito antes do tear. O tipo de fio escolhido, e o processo pelo qual ele foi produzido, define resistência, toque, absorção e durabilidade do que chega às mãos do consumidor. No centro dessa decisão estão dois processos de fiação com lógicas distintas: o penteado compactado e o open-end. A Incofios, fabricante catarinense de fios 100% algodão, trabalha com os dois e a escolha entre eles começa na pergunta certa: qual é o produto final?

O fio penteado compactado é um tipo de fio de algodão de alta qualidade que passa por dois processos rigorosos: a penteação (remoção de fibras curtas) e a compactação (alinhamento denso das fibras). Isso resulta em um fio extremamente macio, resistente, uniforme e com baixíssima pilosidade (menos fiapos/bolinhas), ideal para tecidos premium.

Já a fiação por Rotor (Open End) acontece quando a fita de fibra individualizada é inserida no rotor de alta velocidade, torcida e transformada em fio. O resultado é um fio mais volumoso, com ótima absorção de umidade e custo competitivo, características que o tornam ideal para toalhas de banho, panos de prato, jeans, moletom e uniformes. A produtividade mais alta do processo também favorece grandes volumes.

A escolha do processo começa, na prática, antes mesmo da fiação, garante Olívio Vieira Da Silva Neto, Supervisor de Qualidade da Incofios. “O comprimento da fibra de algodão usada como matéria-prima já define muito do que o fio pode entregar. Fibras longas, acima de 28 mm, garantem maior resistência, uniformidade e toque mais macio, e são justamente as que alimentam o processo penteado. Fibras médias, entre 21 e 28 mm, são a base do open-end e atendem bem à maioria dos artigos de uso diário”, explica. 

Ainda segundo ele, no penteado compactado, as fibras são alinhadas e aproximadas antes da torção, o que resulta em um fio com superfície mais limpa e maior coesão. “No open-end, o rotor forma o fio de maneira mais aberta, o que aumenta o volume e a capacidade de absorção. São lógicas diferentes, para produtos diferentes”, destaca. 

Na prática, esse conhecimento orienta cada etapa da produção na Incofios. A especificação do fio é feita em conjunto com o cliente, levando em conta o uso final do produto, o processo de beneficiamento e até o comportamento esperado após lavagens repetidas. O resultado é menos retrabalho, menos desperdício de matéria-prima e um produto final que entrega o que promete.

Sobre a Incofios
Fundada em 2001, a Incofios é uma das líderes na produção de fios 100% algodão, com foco na excelência e na inovação. A empresa se destaca por sua capacidade de produzir fios com os mais altos padrões de qualidade, atendendo a diferentes segmentos da indústria têxtil. Com unidades produtivas localizadas em Indaial, Luiz Alves (SC) e Campo Verde (MT), a Incofios alia tecnologia avançada, sustentabilidade e compromisso com o desenvolvimento do setor têxtil, sendo referência em toda a cadeia produtiva de fios.

Fio nacional como vantagem competitiva em tempos de importação crescente

Fernando Conti, Gerente Comercial da Incofios

Os números da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit) para 2026 não deixam margem para otimismo fácil. O setor têxtil nacional deve crescer apenas 1,1% enquanto as importações avançam 5,1%. No segmento de vestuário, o volume importado cresceu 13,1% em toneladas em 2025, impulsionado por produtos da China, Índia, Bangladesh e Vietnã, em ritmo mais de seis vezes superior ao crescimento do varejo brasileiro. É uma pressão real, e ela chega, antes de tudo, pela porta do custo.

O argumento do fio importado começa e termina no preço. E não é um argumento desprezível. Em um mercado pressionado por margens estreitas, a diferença no insumo pode parecer a saída mais racional. Mas essa conta raramente fecha quando se consideram os custos que vêm junto com a dependência de fornecedores estrangeiros.

O primeiro deles é a rastreabilidade. O fio importado chega, em geral, sem cadeia de origem verificável. Com regulamentações de ESG se tornando exigências de mercado, e não apenas de compliance, isso representa um risco crescente para marcas que precisam prestar contas de toda a cadeia produtiva. O que não tem origem documentada não tem argumento de venda sustentável.

O segundo risco é a irregularidade de entrega. Atrasos em portos, variações cambiais, bloqueios logísticos e flutuações de demanda global tornam o planejamento de produção imprevisível. O custo do estoque de segurança, ou do atraso de uma coleção inteira, não aparece no preço do fio, mas aparece no resultado do mês.

O terceiro ponto é o suporte técnico. Quando há uma não conformidade no fio, seja variação de título, resistência fora do padrão ou comportamento inesperado no tingimento, o fornecedor do outro lado do mundo raramente consegue ser ágil o suficiente para não comprometer o lote em andamento. Suporte próximo não é um detalhe de relacionamento; é uma garantia operacional.

O algodão 100% nacional produzido pela Incofios é cultivado, fiado e controlado dentro do Brasil. Isso significa origem certificada, contato direto com a equipe técnica que conhece a realidade do cliente e um prazo de entrega que não depende de um navio em Xangai. São variáveis que o preço do fio importado não elimina, apenas adia.

O momento do mercado é contraditório para quem olha só a superfície: as importações crescem, os volumes são expressivos, e a tentação de competir exclusivamente no preço é grande. Mas há confeccionistas e marcas que enxergam nesse cenário exatamente o oposto, uma oportunidade de se diferenciar pela confiabilidade da cadeia. Fio com origem rastreável, entrega regular e suporte próximo não é um custo a mais. É o argumento que o produto importado simplesmente não consegue oferecer.

Em um setor onde a pressão de preço vem de fora, o valor vem de dentro. E o fio nacional está no centro dessa construção.

Sobre o autor

Com mais de 20 anos de experiência na área comercial, Fernando Conti integra a equipe da Incofios há 16 anos. Tem formação técnica em Têxtil, é bacharel em Administração e Marketing, possui pós-graduação em Gestão Estratégica Empresarial e MBA em Gestão Comercial.

Exposição fotográfica resgata memórias e reforça identidade cultural da Feira Agropecuária de Tubarão

Muito além da força econômica do agronegócio, a 8ª Feira Agropecuária de Tubarão apostou na valorização da memória, da cultura regional e das tradições do campo como pilares da experiência oferecida ao público entre os dias 21 e 24 de maio, na Arena Multiuso Prefeito Estêner Soratto da Silva. Com entrada gratuita, o evento teve como um dos grandes destaques a exposição fotográfica “Memórias da Feira – 7 anos de História”, mostra que convidou os visitantes a revisitar momentos marcantes da trajetória da feira e da própria evolução do agro no Sul catarinense.

Distribuída estrategicamente pelos espaços do evento, a exposição reuniu imagens das edições anteriores e propôs um verdadeiro resgate histórico e afetivo. Os registros apresentaram desde o crescimento estrutural da Feira Agropecuária de Tubarão até a participação da comunidade, os personagens que ajudaram a consolidar o evento e os avanços do agronegócio regional ao longo dos anos. 

Transformar a circulação do público em uma experiência de conexão com a história do campo, despertando lembranças, aproximando gerações e reforçando a importância cultural e social da feira para Tubarão e toda a região Sul de Santa Catarina foi a proposta da exposição. 

A iniciativa integra o projeto “Feira Agropecuária – Palco Cultural”, criado para fortalecer a relação entre desenvolvimento regional, arte, tradição e identidade cultural. Além da exposição, o projeto também contemplou uma programação musical com artistas locais e regionais, valorizando repertórios ligados à música sertaneja, ao tradicionalismo gaúcho e às manifestações populares típicas do interior catarinense.

Programação musical

A programação musical da feira trouxe ao palco da Arena Multiuso, Clóvis Fortes e Banda, conhecidos pela forte presença em rodeios e eventos tradicionalistas do Sul do Brasil. Acompanhando o clima de confraternização das famílias e das tradições rurais, a dupla Cleison e Rodolfo, de Pescaria Brava e o show da dupla Victor e Gabriel, de Gravatal, além da apresentação do cantor Adolfo, natural de Rio Fortuna, destaque do novo sertanejo catarinense e autor do hit “Arrependida”, também fizeram parte da programação da Feira. 

A cantora e comunicadora Carol Morena abriu a agenda de shows do evento, na noite dedicada às mulheres. Já a abertura oficial da Feira contou com a apresentação da dupla Jonas & Thiago, revelação do sertanejo universitário catarinense. 

Além da programação cultural, a Feira Agropecuária de Tubarão trouxe ao público a exposição animal, julgamentos técnicos, leilão de terneiros e terneiras, estandes empresariais, agricultura familiar, artesanato local, praça de alimentação, espaço kids, passeio de pônei e atividades técnicas voltadas ao fortalecimento da cadeia produtiva do agro. O evento também preparou  um espaço inclusivo destinado a crianças com TEA.

A organização estima ter alcançado um público de 50 mil pessoas. Em 2025, a Feira registrou 30 mil visitantes.

A realização é da Associação dos Pecuaristas de Tubarão e Região, com apoio da Prefeitura de Tubarão, Ministério da Cultura, Governo de Santa Catarina, FAESC/Senar, Sindicato Rural de Tubarão, Copagro, Cooperazul e 28Beef.

Semana da Indústria terá programação em Blumenau, Timbó e Gaspar

No Vale do Itajaí, a Semana da Indústria contará com uma programação voltada ao desenvolvimento do setor produtivo regional, com atividades em Blumenau, Timbó e Gaspar entre os dias 14 de maio e 11 de junho. A iniciativa é uma realização da FIESC, por meio do SESI, SENAI, IEL e CIESC, e reúne encontros técnicos, consultorias gratuitas e debates sobre temas estratégicos para a indústria.

De acordo com a gerente executiva da FIESC para o Vale do Itajaí, Graziela da Silva, a programação foi pensada para aproximar a indústria de temas que impactam diretamente a competitividade das empresas da região. “A Semana da Indústria é uma oportunidade para que empresários, lideranças e profissionais estejam mais próximos de conteúdos que contribuem para o desenvolvimento do setor produtivo. Teremos uma programação diversa, com temas como produtividade, tecnologia, sustentabilidade, cidades inteligentes e saúde no ambiente de trabalho. Nosso convite é para que as empresas participem, aproveitem esse espaço de troca e encontrem caminhos práticos para fortalecer ainda mais a indústria do Vale do Itajaí”, destaca Graziela.

Programação 

A programação inicia no dia 14 de maio, em Blumenau, com o encontro “Brasil Mais Produtivo: aumente a sua produtividade na indústria”, voltado a micro e pequenas empresas. A atividade será realizada das 8h30 às 10h, no SENAI Blumenau, com foco em consultoria gratuita para apoiar empresas na melhoria de processos e no aumento da eficiência produtiva.

No dia 19 de maio, o município de Timbó recebe o Comitê Setorial Metalmecânico, das 8h15 às 10h, no CET Empresarial de Timbó. O encontro será voltado ao diálogo com representantes do setor e à discussão de pautas ligadas à competitividade e aos desafios da cadeia metalmecânica.

A agenda segue no dia 20 de maio, em Gaspar, com uma nova edição do “Brasil Mais Produtivo”. A atividade ocorre às 8h30, na ACIG Gaspar, sala 103, também com consultoria gratuita para micro e pequenas empresas interessadas em ampliar sua produtividade na indústria.

Um dos destaques da programação será realizado no dia 21 de maio, em Blumenau, com a Delegação Empresarial Alemã AHK: SINTEX & SENAI. O encontro contará com uma conferência sobre tecnologias avançadas para têxteis e não tecidos eficientes e sustentáveis no Brasil. A programação ocorre das 9h às 18h, no SENAI Blumenau, reunindo representantes do setor em torno de inovação, sustentabilidade e novas soluções industriais.

No dia 26 de maio, também no SENAI Blumenau, será realizado o encontro “Smart cities: cidades inteligentes começam com projetos bem estruturados”, das 9h às 10h. A atividade propõe uma reflexão sobre o papel do planejamento e da tecnologia no desenvolvimento urbano e na construção de cidades mais eficientes.

Encerrando a programação, no dia 11 de junho, o SENAI Blumenau recebe o “Café com Saúde: NR1”, às 8h30. O encontro abordará temas relacionados à saúde e segurança no trabalho, com foco nas atualizações e impactos da norma para o ambiente empresarial.

Com atividades gratuitas e voltadas a diferentes segmentos, a Semana da Indústria busca aproximar empresas, entidades e profissionais da região em torno de temas essenciais para o fortalecimento do setor produtivo.

 

Serviço

Semana da Indústria 2026

Realização FIESC por meio do SESI, SENAI, IEL e CIESC

Participação gratuita

Links para inscrição aqui

Brasil Mais Produtivo : 14/05 

Reunião Comitê Setorial : 19/05

Brasil Mais Produtivo Gaspar : 20/05

Delegação Alemã : 21/05 

Smart Cities : 26/05

Café com NR1 : 11/06

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