A trajetória de superação e liderança de Tamara Pastor

O mercado imobiliário de alto padrão em Santa Catarina conhece a Sunprime Empreendimentos por sua solidez e inovação, mas por trás dos grandes projetos está a história de resiliência de sua diretora executiva, Tamara Pastor. A trajetória da diretora é marcada por uma resiliência que começou cedo: uma jornada que teve seus primeiros passos ajudando a mãe em faxinas na infância e que, hoje, se consolida em uma liderança feminina que utiliza o conhecimento como sua principal ferramenta de empoderamento

Natural de uma realidade humilde e vinda de uma família disfuncional, Tamara mudou-se para Itapema aos 10 anos. O que para muitos seria um limitador, para ela tornou-se combustível. “Na vida temos dois caminhos: desistir ou continuar e transformar o que passamos em combustível para seguir em frente”, afirma Tamara. Antes de consolidar sua carreira na Sunprime, ela trabalhou em diversas frentes, inclusive auxiliando sua mãe em serviços domésticos.

Ao ingressar no universo corporativo e imobiliário, Tamara enfrentou o desafio comum a muitas mulheres em cargos de poder: “o ceticismo e a subestimação”, revela. Sua estratégia para conquistar respeito em um ambiente majoritariamente masculino foi a busca incessante por aprendizado. Com um interesse nato por questões jurídicas e processos técnicos, ela provou que a competência é o argumento final contra o preconceito.

“O conhecimento é a resposta. Quando você domina o que faz, não sobra espaço para ninguém duvidar da sua capacidade”, destaca a executiva, que hoje lidera uma equipe de cerca de 80 colaboradores. Para ela, a essência de um bom líder é medida pela prosperidade de sua equipe: “Um líder é bem-sucedido quando cria líderes ainda melhores que ele”.

A vida de Tamara ganhou um novo significado há oito meses com o nascimento de sua filha, Iris Maria. A maternidade, que chegou após a perda de sua própria mãe, trouxe o desafio da “presença plena”. Em um relato honesto, ela compartilha a transição para essa nova identidade, equilibrando a gestão de uma incorporadora com a criação de uma rede de apoio e afeto.

Hoje, cristã e movida pelo propósito de impactar vidas, Tamara não apenas administra obras, mas constrói um legado de que a mulher é capaz de chegar onde quiser, apenas pelo fato de ser mulher. A menina que veio de longe e hoje conhece vários países, deixa uma mensagem clara para as próximas gerações: a força feminina é única e, aliada à preparação, não conhece fronteiras.


Sobre Sunprime Empreendimentos
A Sunprime Empreendimentos é uma incorporadora e construtora de alto padrão com sede em Itapema, Santa Catarina, dedicada a transformar o skyline urbano do litoral catarinense com originalidade estética e excelência. Fundada em 2012 pelo empresário Eduardo Pastor, a empresa se diferencia pela sua filosofia de wellness real estate, que busca impactar positivamente a vida das pessoas por meio de projetos que priorizam o bem-estar e a qualidade de vida, integrando espaços de luxo, arquitetura de vanguarda e design funcional. Com a missão de “construir não apenas por construir”, a Sunprime desenvolve empreendimentos em parceria com relevantes e renomados escritórios de arquitetura. Atualmente, com obras em andamento como Plural, Era e Futura, a Sunprime consolidou sua posição no mercado imobiliário com um Valor Geral de Vendas (VGV) que ultrapassa a marca de R$ 1 bilhão.

Gilmara encontrou no recomeço a coragem para abrir novos caminhos

Há mulheres que constroem suas histórias seguindo planos cuidadosamente desenhados. Outras aprendem a construir enquanto caminham. A trajetória de Gilmara pertence ao segundo grupo, daqueles que descobrem a própria força no movimento da vida.

Criada em uma família humilde, mas sustentada por valores sólidos, ela aprendeu cedo que coragem não significa ausência de medo. Significa seguir mesmo quando tudo parece incerto. “Ser mãe aos 21 anos me tirou o tempo para hesitar”, relembra. 

A força construída no movimento

Foi assim que começou uma caminhada marcada por trabalho, responsabilidade e uma capacidade admirável de transformar desafios em impulso. Enquanto muitas pessoas aguardam o momento ideal para agir, Gilmara aprendeu a avançar mesmo diante das imperfeições do caminho. “Hoje sei: força não é falta de medo. É determinação em movimento “, conta. 

Durante 23 anos, construiu sua trajetória profissional em uma empresa conceituada, onde desenvolveu experiência em gestão de pessoas, amadurecimento profissional e vínculos que marcaram sua história. Mas foi justamente após uma carreira consolidada que viveu aquele que considera o maior ponto de virada de sua vida: a coragem de recomeçar.

Há cerca de um ano e meio, decidiu deixar para trás uma trajetória estável para abrir espaço ao novo. Um movimento que exigiu desprendimento, confiança e disposição para reconstruir a própria identidade profissional.

O recomeço como legado

Hoje, é proprietária da Odontologia Premier ao lado da filha e também fundadora do Casarão Decor, negócio que traduz sua visão sobre afeto, curadoria e propósito. Mais do que novos empreendimentos, a fase atual representa uma redescoberta pessoal. “Estou abrindo novos caminhos, novos aprendizados, novas amizades. É uma fase bonita, daquelas em que a gente se reconhece em tantas outras mulheres”, conta. 

Guiada pela integridade, pelo respeito, pela responsabilidade, pela fé e pela gratidão, Gilmara acredita que o verdadeiro sucesso não está apenas nas conquistas acumuladas ao longo da vida, mas na transformação interior provocada por cada etapa da jornada. “Deus é minha base. Porque no fim, o mais importante não é o que você conquista, mas quem você se torna enquanto conquista”. 

Talvez por isso sua história desperte identificação em tantas mulheres. Porque ela não fala sobre perfeição. Fala sobre coragem real. Sobre seguir em frente mesmo sem todas as respostas. Sobre aceitar que o caminho também nos molda.

Ao olhar para sua própria trajetória, Gilmara entende que nenhuma conquista acontece de forma isolada. Para ela, cada mulher que avança carrega consigo o legado de outras que abriram caminhos antes. “Minha história não começou comigo. Começou com mulheres que vieram antes e abriram espaço para que eu pudesse estar aqui. A única forma de honrar isso é me tornar o caminho de outra.”. 

E é justamente nessa construção coletiva que ela acredita estar deixando seu legado: inspirar outras mulheres a seguirem a própria intuição com fé, coragem e verdade. “Pronta eu nunca vou estar. Mas no caminho eu me encontro”, conta. 

Marcela Schmidt transformou a própria travessia em arte, luz e transcendência

A arte de Marcela Neves Schmidt Zanini não nasce apenas da estética. Nasce da experiência humana. Dos silêncios, dos lutos, da espiritualidade e das transformações que atravessam a vida antes de ganharem forma sobre a tela.

Artista plástica contemporânea radicada em Blumenau, Marcela construiu uma trajetória reconhecida internacionalmente por obras que transitam entre arte, memória e transcendência. Sua produção, marcada por simbolismo, delicadeza e profundidade espiritual, transformou a série A Dança das Garças em uma assinatura artística reconhecida dentro e fora do país. Mas, para ela, a arte nunca foi apenas expressão visual. Sempre foi um espaço de travessia. “Quero deixar luz por onde eu passo”, afirma.

Quando a arte passou a transcender a estética

Embora hoje seja reconhecida por uma linguagem autoral consolidada, Marcela conta que sua trajetória foi construída a partir de desafios profundos desde a infância e adolescência. Entre adversidades emocionais, processos internos e momentos de ruptura, encontrou na busca por autoconhecimento um caminho para reconstruir a própria existência. “Muita terapia, muita busca e muito encontro com o meu eu também”, relembra.

Nos últimos anos, os lutos vividos tiveram papel decisivo na transformação de sua forma de enxergar a vida e também a arte. Segundo ela, essas experiências abriram um novo olhar sobre existência, espiritualidade e propósito. “Hoje meu trabalho é sobre transcender, e transcender é exatamente o que mais fiz com a minha própria existência”. 

A partir desse processo, sua produção artística deixou de buscar apenas beleza ou composição estética. Marcela passou a desejar que suas obras fossem capazes de provocar algo mais profundo em quem as observa: uma experiência emocional, espiritual e sensível.

A espiritualidade como linguagem artística

Um dos principais pontos de virada de sua trajetória aconteceu justamente quando decidiu que queria que sua arte ultrapassasse os limites do próprio objeto artístico. “Queria que meu trabalho elevasse a alma daqueles que o vissem”. 

Segundo Marcela, foi a partir dessa intenção que sua caminhada começou a ganhar novos significados. Aos poucos, as conexões, os aprendizados e as oportunidades surgiram de forma alinhada ao propósito que buscava construir.

Guiada por valores como integridade, verdade e espiritualidade, ela acredita que o processo de evolução pessoal é inseparável daquilo que alguém entrega ao mundo. Por isso, ao aconselhar outras mulheres, fala sobre a importância de investir primeiro em si mesmas. “Quando somos mais, verdadeiramente, de corpo e alma, a vida entrega o que deve ser nosso”. 

Iluminar o entorno através da própria luz

Ao refletir sobre o impacto que acredita gerar em outras mulheres, Marcela entende que toda mulher que encontra coragem para ocupar seu espaço também se torna referência para outras ao redor. Ela acredita que pessoas que buscam desenvolver a própria luz acabam iluminando naturalmente o entorno. E vê na arte uma possibilidade de conexão, consciência e expansão. “Às vezes sinto que estou nesse lugar onde me coloco à disposição para servir de ponte para a luz”. 

Mais do que reconhecimento artístico, talvez seja justamente essa a marca que deseja deixar: a de alguém que transformou dor em consciência, sensibilidade em linguagem e arte em experiência humana. Uma trajetória construída para lembrar que sentir também é uma forma de transformação. “Arte que faz sentido, é arte que faz sentir”, completa. 

Seis décadas empreendendo, uma vida inteira aprendendo: a trajetória de Hanna Hirt-Duebbers

Filha de alemães, pioneira nos negócios e fundadora da Stuttgart Importação, ela atravessou inflação, confisco, greves e reinvenções e segue ativa até hoje. Há trajetórias que condensam décadas inteiras da história do Brasil dentro delas. A de Hanna Hirt-Duebbers é uma dessas. Aos 85 anos, a empresária blumenauense acorda, acompanha os negócios, conversa com clientes e agradece a Deus pela bênção de ainda ter trabalho. Não por necessidade, por escolha e por amor ao que construiu ao longo de uma vida inteira.

Nascida em Florianópolis em 1941, filha de pais alemães, Hanna cresceu numa época em que falar o idioma dos antepassados em público era proibido. A alfabetização aconteceu em casa, em alemão, com a consciência de que conhecer idiomas seria uma porta para o mundo. E foi.

A travessia de navio e a formação na Alemanha

Com 18 anos, Hanna embarcou num navio rumo à Alemanha, sozinha, corajosa, movida pelo sonho que carregava desde criança: estudar lá. Era agosto de 1959. Blumenau ainda não tinha universidade, e uma bolsa de estudos abriu caminho para a Escola Técnica anexa à Faculdade de Medicina de Marburg an der Lahn, onde se formou em técnicas de histologia, análises clínicas, radiologia e radioterapia ao longo de três anos e meio.

Trabalhou por mais de uma década nessa área, especialmente na Alemanha, até que o retorno ao Brasil trouxe um novo capítulo e um companheiro de vida e de negócios: Robert Hirt.

A ECKARDT e os anos de ferro

Em 1972, Robert recebeu uma proposta para representar no Brasil a ECKARDT, empresa de Stuttgart especializada em controle de processos industriais. O casal foi à Alemanha para treinamento e, em 1976, fundou a filial em Blumenau, com apoio da ACIB e do clima de abertura que o prefeito Felix Theiss promovia para atrair empresas estrangeiras à cidade.

O que viria a seguir seria um verdadeiro curso acelerado de sobrevivência empresarial. Hanna e Robert atravessaram a inflação de 84% ao mês, a grande greve dos metalúrgicos que parou a produção, a Lei de Reserva de Mercado que obrigou a empresa a nacionalizar a fabricação de peças antes importadas prontas da Alemanha, e o bloqueio compulsório de reservas financeiras no Plano Collor, em 1990. “O mais traumático foi o bloqueio das reservas. Todos os valores acima de 50.000 cruzados foram bloqueados por 18 meses”, relembra.

Sobre esse momento específico, ela guarda uma memória marcante: avisada com antecedência por um grande cliente de que o confisco estava próximo, o casal agiu rápido, quitou todos os compromissos que venceriam em breve e deixou na conta apenas o necessário para pagar os funcionários. “Esse fato me ensinou a cuidar de forma muito rigorosa dos recursos financeiros.”

O fim da ECKARDT e o recomeço na garagem

Após 17 anos à frente da filial, em 1993 chegou o golpe mais duro: a matriz alemã foi comprada pela FOXBORO, grupo americano de Boston, e a filial de Blumenau foi encerrada. “Foi um grande trauma para todos os envolvidos”, lembra Hanna. Mas ninguém baixou a cabeça. Vários técnicos da equipe fundaram suas próprias empresas e seguiram atendendo os clientes com o conhecimento que haviam desenvolvido ali, fazendo parceria com a filial brasileira da FOXBORO de Boston, que havia adquirido a ECKARDT.

Hanna e Robert fizeram o mesmo, só que em outra direção. Fundaram a Stuttgart Importação e Distribuição Ltda., especializada em alimentos importados, começando pelos produtos que mais amavam: chocolates e salsichas alemãs. E começaram de onde tantas histórias de empreendedorismo nascem: na garagem de casa.

Quatro anos depois, a Stuttgart mudou para o endereço onde está até hoje, na Rua Almirante Barroso, 1360. O filho Frank, que entrou na empresa aos 15 anos como jovem aprendiz, cresceu junto com o negócio, passou por todos os setores, fez treinamento na Alemanha, formou-se em Administração com especialização em Comércio Exterior e Mestrado em Administração. Hoje é o Diretor de Marketing e Vendas da empresa, que importa alimentos e bebidas de dez países e opera em múltiplas frentes: distribui nacionalmente alimentos finos para empórios, supermercados e redes varejistas; fornece para as maiores plataformas digitais, como a Amazon; atende diretamente o consumidor final em seu ponto de venda dentro da própria distribuidora; entrega diariamente cestas de presente personalizadas; e comercializa contêineres fechados com produtos de sua representação para grandes redes de supermercados.

O trabalho como bênção

Quando perguntam a Hanna por que ainda trabalha com 85 anos, ela não hesita: “O trabalho é a maior bênção que a pessoa pode ter na vida, pois além da ocupação em si, traz alegria na convivência com outras pessoas, satisfação pelo realizado.”

Para as mulheres que estão começando, o conselho dela é direto e sem romantismo: “Além da formação e do conhecimento, é necessário ter visão sobre o que o negócio próprio demanda: muito mais horas de trabalho do que registro em CLT. Saber se é isso que realmente deseja na vida, e se vai te deixar feliz.”

E o legado que deseja deixar? Simples, como quem já passou por muito e aprendeu o que realmente importa: “Que as pessoas do meu relacionamento, pessoal e profissional, sejam felizes com minha convivência e possam alcançar seus sonhos. Economize onde for possível, mas seja feliz com a sua atividade escolhida”, finaliza Hanna Hirt-Duebbers.

Solange Poffo aprendeu que liderar não é controlar: é construir pessoas capazes de seguir sem você

Diretora Administrativa em uma empresa de engenharia elétrica, ela construiu uma trajetória marcada pela disciplina, pela coragem e pela habilidade de unir estratégia e humanidade em um ambiente corporativo cada vez mais exigente. 

Sua história começou longe das grandes estruturas empresariais. Filha de uma família humilde, Solange saiu do interior em busca de oportunidades em Blumenau levando consigo valores que ainda hoje sustentam sua forma de agir: responsabilidade, verdade, trabalho e fé. “Minha maior inspiração veio da força do meu pai e da coragem da minha mãe”, relembra.

O desafio de equilibrar todos os papéis

Ao longo da trajetória, Solange enfrentou um dos desafios mais silenciosos e complexos da vida contemporânea: equilibrar os papéis de mulher, mãe, esposa e empresária sem perder sua essência no meio do caminho. E foi justamente nesse processo que amadureceu sua visão sobre liderança. Para ela, crescer profissionalmente nunca significou abandonar a leveza, a sensibilidade ou a humanidade. “Esse equilíbrio não é sobre perfeição. É sobre escolhas diárias, muitas vezes difíceis, feitas com responsabilidade e sensibilidade”. 

Reconhecida pela capacidade de estruturar equipes de alto desempenho e fortalecer culturas organizacionais, Solange acredita que o verdadeiro sucesso não está apenas nos resultados imediatos, mas na construção de pessoas mais preparadas, conscientes e confiantes. “Meu legado não está apenas no que construí, mas nas pessoas que ajudei a evoluir”. 

Sua forma de liderar é sustentada por princípios claros: responsabilidade, coragem e verdade. Valores que, segundo ela, precisam caminhar ao lado da clareza e do propósito para gerar resultados consistentes. “Resultado sem propósito não sustenta”, conta. 

Quando liderar passou a ter outro significado

Mas foi a maternidade que provocou a transformação mais profunda de sua trajetória. O nascimento dos filhos trouxe uma nova percepção sobre controle, tempo e prioridades. “Foi quando entendi que não temos controle de tudo. Que, muitas vezes, é preciso parar, pausar e cuidar de quem realmente importa”, relembra. 

A partir dali, sua liderança deixou de ser apenas técnica e se tornou mais consciente. Mais humana. Mais firme. “Foi quando deixei de apenas gerir e passei, de fato, a liderar”, conta Solange. 

Hoje, ao ocupar espaços estratégicos e desenvolver equipes, Solange entende que também ajuda outras mulheres a enxergarem novas possibilidades para si mesmas. Principalmente em ambientes onde, por muito tempo, a liderança feminina foi confundida com dureza ou necessidade de validação constante.

Mais do que cargos ou resultados, talvez seja essa a principal marca que Solange deseja deixar: mostrar que é possível liderar com firmeza sem abrir mão da essência. “É possível ser tudo o que você escolher ser; desde que tenha clareza, leveza e coragem para fazer acontecer”, conclui. 

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