Campanha que premia consumidores conta com 175 empresas associadas na região

A campanha Comércio Local é Legal 2026, iniciativa da Fecomércio SC em parceria com os sindicatos empresariais segue até setembro e já mobiliza 175 empresas associadas a um dos quatro sindicatos da região, Secovi Blumenau, Sirecom, SIESE e Sindilojas Gaspar, todos engajados em valorizar o comércio e os serviços locais em Santa Catarina. No estado inteiro, já são 2.574 estabelecimentos participantes.

A adesão reúne estabelecimentos dos mais variados ramos: supermercados, moda e confecções, calçados, materiais de construção, óticas e relojoarias, farmácias, autopeças e postos de combustível, móveis e decoração, além dos setores imobiliário, de representações comerciais e de segurança eletrônica. Essa diversidade mostra a força e o alcance da campanha entre os negócios de comércio e serviços da região.

O presidente do Sindilojas Gaspar, Francisco Hostins Junior, destaca que a campanha é uma forma de incentivar as pessoas a comprarem em suas cidades, gerando retorno para o comércio e para o município, já que para participar é necessário ter o cupom fiscal. “É uma alegria ver tantas empresas da nossa região abraçando essa campanha. Cada estabelecimento que aderiu fortalece o comércio e os serviços locais, gera emprego e mantém a economia girando aqui, perto de casa. Esse engajamento mostra que o comerciante entende a importância de andar junto com o seu sindicato”, afirma. 

Maior que a edição anterior, a campanha de 2026 dobrou a premiação do ano passado e chega a R$ 500 mil em prêmios. O sucesso da primeira edição motivou essa ampliação, com mais empresas participantes em todas as regiões do estado. 

Como participar

Para concorrer, o consumidor deve comprar nos estabelecimentos de comércio e serviços participantes e registrar a nota fiscal no site comerciolocalelegal.fecomercio-sc.com.br. A cada R$ 200 em compras, ele recebe um número da sorte e os valores são cumulativos, ou seja, compras menores se somam até atingir o valor necessário. Os números da sorte estão sendo distribuídos até 11 de setembro, e o sorteio será realizado em 12 de setembro, por meio da Loteria Federal. Os ganhadores serão conhecidos no dia 15 de setembro, o Dia do Cliente.

Romance que revisita a Guerra do Contestado completa 30 anos

Um romance inspirado em memórias familiares sobre a Guerra do Contestado completa três décadas em 2026. Publicado originalmente em 1996, “O Bruxo do Contestado”, do escritor blumenauense e membro da Academia Brasileira de Letras Godofredo de Oliveira Neto, apresenta uma releitura ficcional de um dos conflitos mais marcantes da história de Santa Catarina e do Sul do Brasil.

O autor conta que a decisão de escrever o romance veio de longe, das histórias que ouvia em casa ainda na infância, quando familiares relatavam episódios daquele conflito que marcou o Sul do Brasil. “Desde muito pequeno ouvi histórias contadas pela minha família a respeito daquele movimento de guerra social. Escrevi O Bruxo do Contestado a partir dessas lembranças e dessas informações”, conta.

Desde o lançamento, a obra despertou interesse da crítica especializada e do meio acadêmico. O romance foi considerado uma das revelações literárias de 1996 pela Folha de S.Paulo e pela revista Veja. Também integrou listas de leitura de vestibulares e passou a ser analisado em pesquisas dedicadas às relações entre literatura, história e memória.

O livro chegou a ser adotado como material de estudo na Academia Militar das Agulhas Negras, referência que reflete a profundidade com que a obra trata os episódios da Guerra do Contestado e os desdobramentos da Segunda Guerra Mundial no Sul do Brasil.

Trinta anos após a primeira edição, “O Bruxo do Contestado” permanece como uma oportunidade de conhecer um episódio importante da história catarinense por meio da literatura. Ao recuperar memórias familiares e inseri-las em uma narrativa ficcional, a obra contribui para ampliar o conhecimento sobre o conflito e suas marcas na formação histórica e cultural da região.

Conflito marcou a história do Sul do Brasil

Ocorrida entre 1912 e 1916, em uma região disputada por Santa Catarina e Paraná, a Guerra do Contestado envolveu questões territoriais, sociais e econômicas. O conflito deixou marcas profundas na história dos dois estados e ainda desperta estudos e debates sobre as condições vividas pela população da região naquele período.

No romance, esse episódio histórico aparece entrelaçado às memórias dos personagens e às transformações vividas pelo país ao longo do século XX.

A narrativa é conduzida por Tecla, personagem que recupera fragmentos de diferentes períodos históricos. O livro percorre os desdobramentos do Contestado, a Segunda Guerra Mundial no Brasil e os anos iniciados com o regime militar de 1964. As memórias também passam pelos relatos de Gerd Rünnel, personagem marcado pelas próprias experiências.

Ao aproximar fatos históricos, lembranças e elementos ficcionais, o romance ajuda a manter vivo o debate sobre um conflito que ainda ocupa espaço limitado no imaginário de parte dos brasileiros, apesar de sua importância para a história da região Sul.

Memórias familiares deram origem ao romance

Nascido em Blumenau, Godofredo de Oliveira Neto encontrou parte da inspiração para escrever o livro nas histórias que ouviu desde a infância. Entre as referências familiares mencionadas pelo autor está o tio, conhecido como general Mesquita do Contestado. Os relatos reuniam episódios históricos, lembranças transmitidas entre gerações e elementos que posteriormente foram reelaborados pela ficção.

Embora viva há muitos anos no Rio de Janeiro, Godofredo mantém referências culturais relacionadas a Santa Catarina em sua produção literária, especialmente em obras ambientadas ou inspiradas por paisagens, personagens e acontecimentos do estado. Para o autor, três décadas depois, o livro continua cumprindo um papel que vai além da ficção. “Muita gente ainda se espanta ao saber que uma guerra desse tamanho aconteceu aqui no Sul. A literatura pode chegar onde o livro de história não chegou”, afirma.

Sobre o autor

Godofredo de Oliveira Neto nasceu em Blumenau (SC), em 1951. Estudou Direito e Letras na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e, posteriormente, fez pós-graduação na Universidade de Sorbonne, em Paris.

Escritor, professor universitário e intelectual de renome no Brasil, é membro da Academia Brasileira de Letras (ABL) desde 2022, sendo o único escritor catarinense a integrar a instituição. Com mais de 20 livros publicados e premiados, traduzidos para diversas línguas, sua carreira acadêmica e literária inclui romances, contos, ensaios e livros acadêmicos, sendo um grande defensor da cultura e da educação em Santa Catarina.

Circuito FIESC chega ao Vale do Itajaí para debater competitividade, inovação e os desafios da indústria catarinense

A Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (FIESC) promove no próximo dia 24 de junho, das 8h às 11h30, mais uma etapa do Circuito FIESC, iniciativa que está percorrendo diferentes regiões catarinenses para fortalecer o diálogo com o setor produtivo, estimular o associativismo e discutir os principais desafios e oportunidades da indústria. O encontro será realizado no Centro Empresarial de Blumenau (CEB) e reunirá lideranças empresariais, dirigentes sindicais, conselheiros e representantes da indústria da região.

 

Com o tema “Aqui a indústria se conecta para evoluir”, o Circuito FIESC integra a estratégia da entidade de ampliar sua presença regional e manter um ambiente permanente de escuta e construção conjunta de soluções para o desenvolvimento industrial catarinense. A iniciativa promove a aproximação entre a Federação, os sindicatos industriais e as empresas, fortalecendo a representatividade do setor e estimulando a troca de experiências e conhecimento. 

 

A programação terá início às 8 horas, com café de boas-vindas e um momento de integração entre os participantes. Na sequência, o encontro abordará temas estratégicos para o fortalecimento da indústria catarinense, com foco em competitividade, inovação, desenvolvimento econômico e nas demandas específicas do Vale do Itajaí. Entre os destaques estão os painéis Cenários Econômicos e Perspectivas da Indústria Local, conduzido por Pablo Bittencourt, e Panorama Tributário, apresentado por Gustavo Amorim, que trarão análises sobre o ambiente de negócios e os desafios que impactam a competitividade das empresas da região. 

 

Desde abril, o Circuito FIESC vem percorrendo as 16 vice-presidências regionais da entidade, reunindo empresários, executivos, dirigentes sindicais e especialistas para debater temas como cenário econômico, transformação digital, inteligência artificial, qualificação profissional, reforma tributária e inovação aplicada à indústria. A proposta é levar conteúdo relevante e promover o alinhamento de ações voltadas ao fortalecimento da competitividade das empresas catarinenses. 

 

De acordo com a FIESC, a iniciativa busca criar espaços de diálogo qualificado, aproximando a entidade das necessidades reais das indústrias e contribuindo para a construção de soluções que impulsionem o crescimento sustentável do setor produtivo em Santa Catarina. 

 

O evento é exclusivo para dirigentes e executivos de sindicatos industriais, conselheiros da FIESC, do CIESC e do IEL, além de indústrias associadas aos sindicatos e ao CIESC.

 

Serviço

O quê: Circuito FIESC – Vale do Itajaí
Quando: 24 de junho de 2026 (quarta-feira)
Horário: 8h às 11h30
Local: Centro Empresarial de Blumenau (CEB)
Público: Dirigentes e executivos de sindicatos, conselheiros da FIESC, CIESC e IEL, além de indústrias associadas aos sindicatos e ao CIESC.

Confirme sua participação no link abaixo: https://forms.gle/iLBPmDjyBK52fPEA6

Com apenas 28 residências, Tauf Empreendimentos propõe nova leitura de morar em Balneário Piçarras

Em um mercado imobiliário que historicamente cresceu apoiado em volume e expansão acelerada, a Tauf Empreendimentos segue em direção oposta. A incorporadora anuncia seu terceiro projeto em Balneário Piçarras, com lançamento previsto para maio, apostando em um conceito cada vez mais raro no litoral brasileiro: escassez como valor e moradia como experiência, e não como ativo.

O novo empreendimento será lançado no bairro Itacolomi, em localização quadra mar, com 28 residências, sendo 26 unidades tipo e duas coberturas duplex com piscina privativa, distribuídas em uma torre única com dois apartamentos por andar. Mais do que um dado técnico, a limitação de unidades faz parte da lógica central do projeto: menos oferta, mais intenção.

“A escolha por um projeto mais contido não é uma limitação, é uma decisão. Existe hoje um público que busca exatamente isso: menos interferência, mais qualidade de vida e espaços pensados para permanecer”, afirma Isabela Tafner Stollmeier, sócia da Tauf.

O lançamento também dialoga com uma mudança mais ampla no comportamento do mercado. Para Matheus Tafner, sócio da incorporadora, há uma transição clara na forma como o litoral norte vem sendo percebido. “Existe um movimento consistente de pessoas que estão olhando para cidades como Balneário Piçarras com outro nível de atenção. Não apenas pelo potencial de valorização, mas pela possibilidade de viver melhor, com mais equilíbrio e menos excesso”, destaca.

O posicionamento do projeto parte da ideia de residência, e não de produto imobiliário. Os apartamentos foram desenhados com foco em profundidade espacial, proporções amplas e uma relação direta com o entorno, privilegiando luz natural, ventilação e permanência.

A arquitetura leva a assinatura do escritório OSPA Arquitetura & Urbanismo, responsável por traduzir o conceito em uma linguagem estética contida e atemporal. Linhas limpas, materiais selecionados e uma composição que evita excessos definem a proposta. As áreas comuns seguem a mesma lógica: piscina, sauna, academia e sala de jogos não aparecem como elementos de impacto, mas como extensões naturais da experiência de morar, pensadas para o uso cotidiano e não para o espetáculo.

Para Leonardo Stollmeier, sócio da Tauf, esse tipo de abordagem está diretamente ligado ao momento da região. “O litoral norte catarinense vive uma transformação importante. E projetos como esse surgem justamente dessa leitura: existe espaço para propostas mais autorais, que não buscam volume, mas identidade. É isso que queremos construir aqui”, afirma.

Com este lançamento, a Tauf reforça sua presença em Balneário Piçarras e sinaliza uma leitura clara sobre o futuro do mercado: projetos mais autorais, voltados a um público que prioriza escolhas mais silenciosas, duradouras e bem resolvidas.

Fundada em 2020, em Blumenau, a incorporadora construiu rapidamente um portfólio no litoral norte catarinense. O novo projeto marca não apenas a expansão da marca, mas o aprofundamento de uma estratégia baseada em curadoria e posicionamento, e não em escala.

Fora das telas, dentro da vida: crianças ansiosas e sedentárias pedem por rua e a ciência explica por quê

Quantas horas por dia o seu filho passa em frente a uma tela? A pergunta, que há dez anos soaria exagerada, tornou-se uma das mais urgentes entre pais, educadores e profissionais de saúde. O tempo médio de exposição de crianças a dispositivos digitais no Brasil já supera quatro horas diárias, e os efeitos disso aparecem nos consultórios, nas escolas e, cada vez mais, no comportamento cotidiano.

Do outro lado dessa equação está algo simples, gratuito e com efeitos comprovados: brincar ao ar livre. Correr, pular, escalar, explorar, atividades que por gerações foram parte natural da infância, mas que perderam espaço na rotina das crianças contemporâneas. Especialistas defendem uma revisão urgente de prioridades.

O que a ciência diz? 

A psicopedagoga e professora Aline Vieira Mendonça acompanha de perto as transformações no comportamento infantil. Para ela, a busca por ambientes que favoreçam o brincar livre já não é uma tendência, é uma necessidade. “As pessoas estão buscando, em um espaço de moradia, realmente o viver em um clube. Um lugar onde a casa seja a área mais íntima e todo o entorno seja uma extensão dela, com segurança, com natureza, com espaço para os filhos crescerem”, conta.

A neurociência confirma: pesquisa publicada na JAMA Pediatrics mostrou que crianças com mais de uma hora diária de tela aos 2 anos apresentaram piora em habilidades de comunicação aos 4 anos, e que brincar ao ar livre funcionou como fator de proteção, amenizando parte desses impactos. Outro estudo, com crianças de 2 a 5 anos, apontou que o tempo ao ar livre está diretamente associado a melhores habilidades sociais, enquanto o excesso de telas foi relacionado à piora no comportamento e na capacidade de interação.

Menos ansiedade, mais autonomia

O brincar não estruturado, aquele em que a criança define as regras, o ritmo e o objetivo, estimula o desenvolvimento do córtex pré-frontal, região do cérebro responsável pelo planejamento, controle emocional e tomada de decisões. Brincar livremente, em outras palavras, ensina a criança a pensar. 

Aline reforça que a sensação de segurança no ambiente transforma a qualidade dessas experiências. “Você ter um local onde está despreocupado com os filhos na rua, vivendo com menos preocupação, isso muda tudo. A criança sente essa liberdade e se desenvolve de outra forma”. O medo da violência e a falta de espaços adequados nas cidades empurraram a infância para dentro de casa. O resultado é uma geração sedentária, ansiosa, e cujos corpos e mentes pagam um preço alto por isso.

Medicalização precoce: um alerta

O crescimento no diagnóstico de TDAH e outros transtornos em crianças cada vez mais novas acende um sinal de alerta. Especialistas não negam a existência dessas condições, mas alertam que parte do que chega aos consultórios como sintoma pode ser resposta a um estilo de vida empobrecido de movimento e natureza.

“A criança que não tem onde gastar energia, que passa horas estimulada por telas, vai apresentar comportamentos que preocupam. Antes de qualquer conclusão, é preciso perguntar: essa criança brinca? Ela tem espaço para isso?”, pontua Aline. A Academia Americana de Pediatria reforça que as telas não devem substituir o brincar, o movimento e a convivência familiar, pilares insubstituíveis do desenvolvimento saudável.

Uma mudança que começa no lugar onde se vive

Se o problema tem raízes no ambiente, parte da solução também passa por ele. E as famílias já perceberam isso. Cresce no Brasil a busca por lugares onde as crianças possam, de fato, ter rua, espaços com segurança, natureza e liberdade para brincar. Não é por acaso que condomínios com áreas abertas generosas, quadras, lagos e paisagismo habitado passaram a figurar no topo das listas de prioridade de quem decide onde morar. A lógica mudou: não se busca mais apenas uma casa, mas um entorno que complete a vida familiar.

É nesse contexto que surgem projetos como o Reserva Home Club, em Tubarão (SC), pensado como um clube integrado ao cotidiano, com áreas de lazer ao ar livre, quadras esportivas, lago, paisagismo com árvores frutíferas e espaços dedicados ao convívio entre crianças e famílias. “O principal objetivo foi criar espaços de convivência que potencializem as memórias das pessoas. Festas de aniversário, jogos, encontros, famílias com filhos crescendo em um ambiente de segurança e liberdade. As famílias não estão mais procurando apenas uma casa. Estão procurando um lugar onde os filhos possam crescer com autonomia, onde a rua dentro do condomínio seja uma extensão segura do lar”, conta Felipe Esmeraldino, sócio-proprietário do Reserva. 

Como devolver a infância ao ar livre? 

A mudança não exige grandes decisões. Reserve ao menos uma hora diária para atividades ao ar livre, sem tela e sem agenda. Permita o brincar não estruturado, a criança que escolhe e lidera aprende com os próprios erros. Valorize o tédio: quem não sabe o que fazer aprende a criar. E reveja o uso de telas antes dos 2 anos, nessa faixa, a interação humana e a exploração sensorial são insubstituíveis. “A gente precisa criar condições para que as crianças vivam experiências reais. Memórias se fazem com o corpo em movimento, com amigos, com natureza. Nenhuma tela consegue oferecer isso”, resume Aline Mendonça.

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