Hellamari Hohl transformou memória, persistência e afeto em legado cultural

Algumas histórias são construídas em grandes movimentos. Outras nascem dos detalhes: de uma receita escrita à mão, de uma mesa compartilhada em família, de tradições que sobrevivem porque alguém decidiu não deixá-las desaparecer.

A trajetória de Hellamari Hohl carrega exatamente essa essência. Publicitária, escritora, social media e apaixonada pela cultura alemã, ela encontrou na persistência e no afeto a força para transformar memórias familiares em legado. Autora de dois livros voltados à gastronomia alemã, escritos em parceria com o marido, Artur Ellinger, Hellamari enxergou na culinária algo muito maior do que receitas: viu nela uma forma de preservar histórias, identidades e raízes culturais que corriam o risco de se perder com o tempo. “A ideia de escrever os livros era registrar as receitas dos nossos antepassados, porque elas estavam se perdendo”, relembra.

Quando preservar também é resistir

Mais do que uma publicação, os livros representaram um movimento de valorização da memória afetiva e da herança cultural trazida pelos imigrantes alemães. Um trabalho construído com pesquisa, dedicação e, principalmente, respeito às origens.

Ao longo da vida, Hellamari também construiu sua trajetória profissional transitando entre diferentes áreas criativas: publicidade, redes sociais, comercial, decoração de eventos e gastronomia. Uma caminhada marcada pela capacidade de se reinventar sem abandonar aquilo em que acredita.

Persistência, aliás, é uma palavra que aparece repetidamente quando se fala sobre sua história. “Me considero uma pessoa persistente. Nunca desistir dos nossos ideais, estudar e acompanhar as novidades e oportunidades que a vida apresenta”, conta. 

Foi essa postura que a ajudou a atravessar os desafios da trajetória profissional e também a continuar apostando nos próprios projetos, mesmo diante das dificuldades e negativas inevitáveis do caminho.

A coragem de continuar acreditando

Para Hellamari, seguir os próprios instintos sempre foi uma das decisões mais importantes da vida. E ter o apoio da família ao longo da caminhada fez diferença para que continuasse acreditando em seus projetos e ideias. “Siga seu instinto, seja persistente e nunca desista dos seus ideais”, destaca. A frase resume não apenas o conselho que oferece para outras mulheres, mas também a maneira como conduziu sua própria trajetória. Em vez de buscar atalhos, escolheu construir uma caminhada baseada em ética, comprometimento e força de vontade.

Ao falar sobre o impacto que acredita gerar em outras mulheres, Hellamari volta novamente à importância de confiar em si mesma e continuar seguindo em frente, mesmo quando o reconhecimento demora a chegar. “Faça o que realmente te dá prazer. Mesmo recebendo muitos ‘nãos’, um dia sai um ‘sim’”. 

Hoje, olhando para tudo o que construiu, ela entende que seu maior legado talvez esteja justamente em manter vivas histórias que poderiam ter sido esquecidas, e em mostrar, pelo exemplo, que persistência também é uma forma de coragem. Uma filosofia que acompanha sua vida desde os tempos da faculdade e que segue definindo sua essência até hoje: “Para conseguirmos o que queremos, necessitamos de entusiasmo, disciplina, persistência, comprometimento, garra e força de vontade”, finaliza. 

Fernanda Heinig transformou sua paixão por Orlando em propósito, coragem e uma nova trajetória de vida

Mudar completamente de carreira depois dos 40 anos exige mais do que planejamento. Exige coragem para sair da zona de conforto, disposição para recomeçar e confiança para acreditar que ainda é possível construir algo novo. Foi exatamente isso que Fernanda Heinig decidiu fazer.

Apaixonada pelo universo Disney e pelas experiências proporcionadas pelas viagens, ela transformou um sonho antigo em profissão e criou a Orlando com a Fê, empresa especializada em viagens para Orlando. Em menos de dois anos no mercado, conquistou o reconhecimento nacional ao receber o  troféu de vendas por estar entre as cinco melhores da região Sul do Brasil pela HotelDO.

A coragem de recomeçar depois dos 40

Por trás dos resultados, existe uma trajetória marcada por desafios, ,inseguranças e principalmente pela decisão de acreditar mais em si mesma. Fernanda conta que um dos momentos mais difíceis e também mais importantes foi decidir mudar de profissão depois dos 40 anos para trabalhar com aquilo que sempre sonhou. “Empreender exige coragem, responsabilidade e muita dedicação”, afirma.

No início, além das responsabilidades naturais de construir um negócio do zero, também precisou enfrentar os próprios medos. Sair da zona de conforto e transformar a paixão por Orlando em uma empresa sólida exigiu confiança no próprio potencial e disposição para aprender diariamente.

Quando paixão também se torna propósito

Cada desafio vivido ao longo desse processo ajudou a fortalecer sua resiliência e sua visão sobre propósito. Mais do que conquistar resultados, Fernanda passou a enxergar seu trabalho como uma forma de transformar sonhos em experiências reais para outras pessoas.

Ela deseja ser lembrada como alguém que viveu intensamente, valorizou a família e nunca deixou de acreditar em seus próprios sonhos. Para Fernanda, o legado está nas memórias criadas, nas conexões construídas e nas marcas deixadas no coração de quem passou por sua vida.

Guiada por valores como honestidade, responsabilidade, dedicação, respeito e empatia, ela faz questão de conduzir o trabalho de forma próxima e humana, cuidando de cada cliente com atenção e buscando criar experiências que realmente façam diferença.

Compartilhar conhecimento também é abrir caminhos

Com o crescimento da Orlando com a Fê, surgiu também o desejo de compartilhar conhecimento e ajudar outras pessoas a encontrarem espaço no mercado de turismo. Foi assim que nasceu o curso “Como Vender Orlando”, criado para ensinar estratégias e abrir caminhos para quem deseja trabalhar com viagens e transformar paixão em profissão. “Entendi que meu propósito não era apenas realizar sonhos através das viagens, mas também ajudar outras pessoas a crescerem e viverem dos seus sonhos também”. 

Hoje, ela acredita que uma das formas mais importantes de inspirar outras mulheres é mostrar que nunca é tarde para recomeçar. Que os medos fazem parte do processo, mas não podem impedir alguém de seguir em frente. “Não desista por causa de um começo difícil”, aconselha.

Para Fernanda, toda trajetória começa pequena e precisa de constância, dedicação e amor pelo que se faz para crescer de forma verdadeira. Ao olhar para tudo o que construiu até aqui, ela acredita que seu maior legado não está apenas nos resultados profissionais, mas na capacidade de incentivar outras pessoas a acreditarem nos próprios sonhos e no próprio potencial. “É possível construir uma carreira de sucesso sem deixar de ser quem somos.”

E talvez seja justamente isso que define sua essência: uma trajetória dedicada a transformar sonhos em realidade e inspirar o potencial das pessoas.

Conheça a história de Mara Denise Poffo Wilhelm: a mulher por trás do Mulheres que Inspiram

Existe uma certa ironia bonita no fato de Mara Denise Poffo Wilhelm ser a idealizadora do Projeto Mulheres que Inspiram. Porque antes de criar um evento para dar visibilidade às trajetórias femininas marcantes, ela viveu uma das mais intensas: saiu de uma cidade pequena ainda jovem, trabalhou enquanto estudava, abriu um escritório do zero com o marido, teve filhas enquanto o negócio ainda engatinhava, cursou mestrado em Brasília e se tornou referência nacional em um dos ramos mais complexos do Direito. Tudo isso sem nunca ter parado.

Formada em Direito pela Furb, onde ingressou em 1991, sem cursinhos preparatórios e enfrentando uma concorrência feroz para o curso noturno, Mara construiu sua carreira na interseção entre o Direito e a Contabilidade. Mestra em Direito Constitucional pelo IDP/DF, especializada em Direito Tributário pelo Ibet e em Direito Processual Civil, é sócia fundadora da Wilhelm Sociedade de Advogados, consultora jurídica da Contax Contabilidade, Administradora Judicial e Conselheira de Administração Independente do IBGC. Um currículo e tanto.

O começo de tudo

A história começa antes de Blumenau. Cresceu em uma cidade menor e convencer os pais de que poderia sair para estudar já foi o primeiro desafio. “Foi muito difícil, porque sempre fui estudante de escola pública e na cidade onde eu residia não havia cursos preparatórios para o vestibular à época”, recorda. Cursar a faculdade e trabalhar ao mesmo tempo para se manter era a realidade, a experiência em advocacia ficou para depois, porque estagiar não pagaria as contas.

Quando estava prestes a se formar, ela e o marido Alcides, contador, tomaram uma decisão corajosa: empreender juntos. Abriram a Contax Contabilidade, que neste ano completa 30 anos. “Começamos do zero, na busca pelo cliente 001. Fomos muito corajosos, porque não foi fácil”, conta. No meio dessa fase de construção, veio a notícia de uma gravidez, um mix de alegria e susto num momento de instabilidade financeira. A primeira filha, Júlia Helena, chegou, e o casal seguiu em frente.

A virada pelo Direito Tributário

Com a Contax crescendo, Mara e Alcides decidiram cursar juntos a pós-graduação em Direito Tributário pelo Ibet, em Florianópolis, todo final de semana, durante dois anos, enquanto as filhas pequenas ficavam com a sogra, vizinhos e amigos. “O coração era dividido entre a função de mãe e a de profissional”, admite.

Foi nesse período que abriu caminho para a Wilhelm Advogados, que hoje opera com filiais em Curitiba e São Paulo. Com o tempo, a empresa expandiu para novas frentes, trabalhista, societário e, especialmente, insolvência, a área que Mara mais dedica: recuperações judiciais e falências. O Mestrado em Brasília veio depois, e com ele o livro escrito por Mara: O Pedido de Falência pelo Fisco – Conflito com os Direitos Fundamentais, um dos trabalhos precursores sobre o tema no país.

O projeto que nasceu de um agradecimento

Em 2021, a Contax completou 25 anos. Mara queria celebrar de forma diferente, homenageando as mulheres que fazem parte dessa história. Foi assim que surgiu o Projeto Mulheres que Inspiram: de uma vontade de reconhecer, de uma parceria com a Presse Comunicação para dar forma à ideia e de um primeiro “sim” do OCP News para publicar as histórias.

“Mulheres que Inspiram foi a nossa forma de agradecimento a todas as mulheres de Blumenau e região”, conta Mara. O que era para ser uma ação pontual do mês de março se tornou um projeto que não parou mais. Cinco anos depois, chegou à 6ª edição, com o tema Legado em Movimento, realizado pela Contax e pela HALLO! Magazine. Ao longo das edições, dezenas de mulheres do Vale do Itajaí foram homenageadas, e o projeto cresceu até ganhar formato de evento, palestrantes de diferentes áreas e ações solidárias, como o apoio à Casa do Aconchego, do Hospital Santo Antônio.

“O legado não é algo que fica parado no tempo, ele se move, se transforma e inspira novas histórias. Chegamos à 6ª edição com a certeza de que cada mulher que passou por esse projeto deixou uma marca em outra”, resume Mara.

O legado que continua em movimento

Os princípios que guiam Mara são diretos: ética, transparência e um atendimento sempre humanizado. “Cada processo, não importa o valor da causa, eu sei o quanto é importante para o cliente que me confiou a atuação”. Esse cuidado com o outro também aparece nas campanhas sociais da Contax ao longo dos anos, roupas, tampinhas, ração para animais e doações de sangue, que renderam à empresa o título de empresa solidária do Hemosc.

E o legado mais concreto de tudo? As filhas Júlia Helena e Luiza Gabriela, aquelas que ficavam com a sogra nos finais de semana enquanto os pais estudavam em Florianópolis, trabalham hoje nos negócios da família, ambas advogadas.

Para as mulheres que estão começando, Mara tem uma palavra só: persistência. “Não existe jornada ou batalha fácil. A vida vai sempre te testar, mas você precisa encontrar seu caminho, trabalhar com o que gosta, e assim não sentirá o peso do trabalho, porque envolve satisfação pessoal”, pontua. E isso é o que ela fez. E continua fazendo!

6 mitos do Imposto de Renda 2026 que podem te jogar na malha fina

Por Debora Correa Rebellato, contadora e,

 sócia da Contax Contabilidade e Planejamento Tributário.

Em 2025, quase 4 milhões de declarações do Imposto de Renda ficaram retidas na malha fina, ou seja, cerca de 8,7% de tudo o que foi enviado à Receita Federal. Um número expressivo, especialmente porque a grande maioria dos casos não envolve fraude ou má-fé. Os principais motivos foram despesas médicas não comprovadas (32,6%) e omissão de rendimentos, ou seja, o contribuinte simplesmente esqueceu de declarar algum valor (30,8%). O resultado? Dos 3,2 milhões retidos na malha fina, 2,4 milhões precisaram correr para corrigir erros e a Receita Federal arrecadou R$2,6 bilhões com essas correções, sem abrir nenhum processo formal de fiscalização. 

O prazo para entregar o IR 2026 vai até 29 de maio e nessa época do ano, boatos e meias-verdades sobre o Imposto de Renda se espalham. Por isso, compartilho os principais mitos desta temporada e o que você realmente precisa saber.

  • A regra do Pix de R$ 5 mil já vale para esta declaração

Este é o boato mais quente do momento, e ele mistura duas coisas diferentes que estão causando muita confusão.

A primeira: desde o início de 2025, bancos e instituições financeiras passaram a enviar à Receita Federal o valor total mensal de créditos e débitos de cada CPF que movimentar mais de R$5 mil, sem detalhar operações individuais ou identificar destinatários. O objetivo é cruzar essas informações com o que foi declarado no Imposto de Renda, ou seja, não existe imposto novo sobre o Pix e você não precisa declarar transferência nenhuma. O que a Receita quer saber é se a sua movimentação financeira bate com a renda que você declarou ter recebido.

 A segunda confusão é sobre a isenção. A nova faixa de isenção de até R$5 mil mensais entrou em vigor em janeiro de 2026, mas não se aplica à declaração deste ano. O IRPF 2026 reflete o que você ganhou em 2025, quando essa isenção ainda não existia. Essa mudança só vai aparecer na declaração de 2027.

  • Só preciso declarar se tenho carteira assinada

Erro clássico. A obrigatoriedade de declarar não depende apenas da renda salarial. Ganhos com aluguel, investimentos e atividade rural, entre outros critérios, também obrigam a entrega da declaração. Quem vendeu um imóvel, recebeu herança, trabalhou como autônomo ou tem aplicações financeiras pode ser obrigado a declarar, mesmo sem vínculo empregatício nenhum.

  • Meu aluguel é pequeno, não precisa declarar

Não importa o valor: todo aluguel recebido precisa ser informado. E tem um detalhe que pega muita gente: quando o inquilino é uma pessoa física, o proprietário é obrigado a registrar os recebimentos mês a mês no Carnê-Leão e recolher o imposto quando o valor ultrapassar a faixa de isenção. Deixar para acertar tudo só na declaração anual não é permitido e gera multa e juros sobre os valores em atraso.

Outros erros comuns nessa área: incluir IPTU e condomínio no valor do aluguel declarado, esses valores não entram nesse campo, e declarar o aluguel pago em atraso como se tivesse sido pago no mês de vencimento. O correto é lançar conforme a data do efetivo recebimento. Vale lembrar também que a Receita cruza automaticamente os dados do inquilino com os do proprietário. Se os valores não baterem nas duas declarações, o sistema sinaliza inconsistência na hora.

  • Posso atualizar o valor do meu imóvel na declaração

Não pode. O erro que mais leva os contribuintes à malha fina é tentar atualizar o valor do imóvel pelo preço de mercado ou pelo valor do IPTU. Para a Receita Federal, o imóvel deve ser declarado pelo custo histórico, ou seja, o valor efetivamente pago na compra. A única forma de aumentar esse número é comprovar gastos com reformas e melhorias, com nota fiscal. Isso, aliás, é um planejamento inteligente: quanto maior o custo registrado, menor o ganho de capital na hora de vender.

  • MEI não precisa declarar IR como pessoa física

Precisa sim. Ser MEI não isenta ninguém da declaração de Imposto de Renda pessoal. Se o MEI tiver rendimentos tributáveis acima do limite de isenção ou lucros que ultrapassem a parcela isenta, precisa declarar e pode ter imposto a pagar. E lembre-se, são duas declarações distintas, uma da empresa e outra pessoal. Uma não substitui a outra.

  • Dependente não precisa ter renda declarada

Muitas famílias ignoram esse ponto. Se um filho adolescente tem renda de estágio, uma filha adulta recebe bolsa de pesquisa ou o cônjuge tem aplicações financeiras no próprio nome, todos esses valores precisam constar na declaração do titular. Omitir a renda de dependentes foi responsável por uma fatia significativa das retenções em 2025 e é um dos erros mais fáceis de evitar com um pouco de atenção.

Mas afinal, o que realmente mudou em 2026? 

Quem apostou em plataformas de bets em 2025 tem uma novidade importante: a Receita criou um campo específico para informar rendimentos de apostas de quota fixa, e os saldos registrados nessas plataformas ao final de 2025 também devem ser declarados.Quem não declarar pode ser identificado no cruzamento de dados e autuado.

Nas despesas de saúde, o Receita Saúde, sistema que substituiu os recibos em papel por recibos eletrônicos, entrou em plena operação em 2025 e já emitiu 30 milhões de recibos. Na prática, isso significa que a Receita tem acesso muito mais preciso aos valores pagos a médicos e clínicas. Qualquer divergência entre o que o profissional informou e o que o contribuinte declarou será identificada automaticamente.

Por fim, uma dica prática: quem usar a declaração pré-preenchida e optar por receber a restituição via chave Pix do CPF entra na fila prioritária de pagamento. Os lotes saem em 29/05, 30/06, 31/07 e 31/08. A malha fina assusta, mas na maior parte dos casos ela é resultado de descuido, não de desonestidade. Com informação correta e atenção no preenchimento, dá para chegar ao fim de maio com a declaração entregue e a consciência tranquila.

Blumenau sedia o 41º Congresso Nacional de Sindicatos Empresariais, lança ação de Carbono Zero e aprova manifesto em defesa das micro e pequenas empresas

Blumenau voltou a ser o centro do empresariado brasileiro. Entre os dias 27 e 29 de maio, o Parque Vila Germânica recebeu o 41º Congresso Nacional de Sindicatos Empresariais (CNSE), reunindo 800 lideranças de 19 estados do país em três dias de debates sobre reforma tributária, inovação, tecnologia e sustentabilidade nos negócios. A edição marcou o retorno do evento à cidade, que já o sediou em 2001 e 2016, e trouxe novidades inéditas em suas mais de quatro décadas de história: a adoção de uma ação de Carbono Zero e a aprovação de um manifesto em defesa das micro e pequenas empresas.

O tema da edição, “Tradição e Inovação por um Futuro Sustentável”, sintetizou bem o espírito do congresso: de um lado, a força de um setor que movimenta 56% do PIB brasileiro, reúne 7 milhões de empresas e sustenta 43 milhões de empregos; de outro, a disposição das lideranças empresariais de olhar para frente e enfrentar as transformações em curso no país.

O patrono do CNSE, Sebastião Abritta, presidente do Sindivarejista do Distrito Federal e liderança de longa trajetória no movimento sindical empresarial, defendeu no evento o equilíbrio entre capital e trabalho e o papel do associativismo na construção de um ambiente mais justo para quem empreende. “O verdadeiro avanço não está no confronto entre capital e trabalho, mas no equilíbrio entre produtividade e humanidade, e é pela união que os sindicatos empresariais transformam desafios isolados em voz coletiva, construindo um país mais justo, competitivo e preparado para o futuro”, afirmou.

Palestrantes e pautas de alto impacto

A programação contou com nomes de referência nacional. O economista Bernard Appy abordou os impactos da reforma tributária para os negócios. O cientista Silvio Meira discutiu o papel da tecnologia e da inteligência artificial nos próximos anos. A empresária Sônia Hess trouxe ao palco um case de sucesso sobre empreendedorismo e liderança. O congresso contemplou ainda painéis temáticos com foco em negociação coletiva, cenário político, jornada de trabalho e perspectivas para o setor do comércio, turismo e serviços.

Pela primeira vez: ação de Carbono Zero

Em parceria com a Fundação Hermann Hering e a empresa Domani Global, o 41º CNSE aderiu, pela primeira vez em sua história, a uma ação de Carbono Zero dentro do programa Cidade Carbono Zero. A iniciativa prevê a elaboração de um Inventário de Emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE), abrangendo o consumo energético do Parque Vila Germânica e o deslocamento de todos os envolvidos. Com o relatório em mãos, a organização poderá pleitear o selo de evento carbono neutro, reconhecido pelo Ministério do Meio Ambiente e Clima.

Manifesto em defesa das micro e pequenas empresas

Durante o congresso, as entidades do comércio de bens, serviços e turismo aprovaram um manifesto de oposição a cinco medidas recentes do Governo Federal que, na avaliação do setor, atacam diretamente as micro e pequenas empresas: a redução da jornada 6×1 sem prazo de adaptação; a aplicação da NR-1 com novos custos sem contrapartida; o congelamento dos limites do Simples Nacional desde 2017; a extinção do imposto das blusinhas sem redução da carga tributária sobre as MPEs; e a omissão diante do avanço das apostas online (Bets), que drenam bilhões da economia real. O documento está disponível na íntegra aqui.

Premiação: reconhecendo quem faz a diferença

Na sexta-feira, último dia do congresso, o 41º CNSE celebrou os profissionais que se destacaram ao longo do ano no movimento sindical empresarial brasileiro. O Prêmio Lair Montenegro reconheceu, na categoria Executivos, Alexandre Peixoto, do Sindilojas Porto Alegre/RS, pelo trabalho “A defesa do Varejo: a representação político-institucional diante do Legislativo Municipal”, e na categoria Assessores de Comunicação, Dennis Orru, do Sindicomércio de Juiz de Fora/MG, com o Prêmio Oddone Turolla de Jornalismo. O Prêmio José Washington Coelho, na categoria Assessores Jurídicos, foi entregue a Flávio Obino Neto, do Sindilojas Porto Alegre/RS, e a Regina Almeida de Queiroz, da Singa Florianópolis/SC. Parabéns a todos os premiados.

O Brasil inteiro esteve em Blumenau

O 41º CNSE reuniu delegações de todas as regiões do país. A delegação mais distante veio de Roraima, com a presença da Fecomércio Roraima. O estado com a maior delegação foi Minas Gerais, e o sindicato com maior representação foi o Sindivarejista/DF. Da Amazônia ao Sul do Brasil, o movimento sindical empresarial provou mais uma vez que fala com uma só voz.

O congresso encerrou do jeito que só Blumenau sabe fazer: com uma mini Oktoberfest, colocando o ponto final no evento com animação, música e a hospitalidade que fazem da cidade um destino de referência para grandes encontros nacionais.

Realização e apoio

O 41º Congresso Nacional de Sindicatos Empresariais foi realizado pelo Sindilojas Blumenau, pelo Sincavi e pelo Sindasseb, com patrocínio do Sebrae.

“Receber o 41º CNSE em Blumenau pela terceira vez foi uma grande honra e uma grande responsabilidade. Saímos daqui com debates ricos, posicionamentos claros e a certeza de que o empresariado brasileiro está preparado para os desafios que vêm pela frente. Blumenau mostrou, mais uma vez, que está à altura dos grandes eventos nacionais”, afirma Emílio Rossmark Schramm, presidente do Sindilojas Blumenau.

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