Conheça a história de Mara Denise Poffo Wilhelm: a mulher por trás do Mulheres que Inspiram

Existe uma certa ironia bonita no fato de Mara Denise Poffo Wilhelm ser a idealizadora do Projeto Mulheres que Inspiram. Porque antes de criar um evento para dar visibilidade às trajetórias femininas marcantes, ela viveu uma das mais intensas: saiu de uma cidade pequena ainda jovem, trabalhou enquanto estudava, abriu um escritório do zero com o marido, teve filhas enquanto o negócio ainda engatinhava, cursou mestrado em Brasília e se tornou referência nacional em um dos ramos mais complexos do Direito. Tudo isso sem nunca ter parado.

Formada em Direito pela Furb, onde ingressou em 1991, sem cursinhos preparatórios e enfrentando uma concorrência feroz para o curso noturno, Mara construiu sua carreira na interseção entre o Direito e a Contabilidade. Mestra em Direito Constitucional pelo IDP/DF, especializada em Direito Tributário pelo Ibet e em Direito Processual Civil, é sócia fundadora da Wilhelm Sociedade de Advogados, consultora jurídica da Contax Contabilidade, Administradora Judicial e Conselheira de Administração Independente do IBGC. Um currículo e tanto.

O começo de tudo

A história começa antes de Blumenau. Cresceu em uma cidade menor e convencer os pais de que poderia sair para estudar já foi o primeiro desafio. “Foi muito difícil, porque sempre fui estudante de escola pública e na cidade onde eu residia não havia cursos preparatórios para o vestibular à época”, recorda. Cursar a faculdade e trabalhar ao mesmo tempo para se manter era a realidade, a experiência em advocacia ficou para depois, porque estagiar não pagaria as contas.

Quando estava prestes a se formar, ela e o marido Alcides, contador, tomaram uma decisão corajosa: empreender juntos. Abriram a Contax Contabilidade, que neste ano completa 30 anos. “Começamos do zero, na busca pelo cliente 001. Fomos muito corajosos, porque não foi fácil”, conta. No meio dessa fase de construção, veio a notícia de uma gravidez, um mix de alegria e susto num momento de instabilidade financeira. A primeira filha, Júlia Helena, chegou, e o casal seguiu em frente.

A virada pelo Direito Tributário

Com a Contax crescendo, Mara e Alcides decidiram cursar juntos a pós-graduação em Direito Tributário pelo Ibet, em Florianópolis, todo final de semana, durante dois anos, enquanto as filhas pequenas ficavam com a sogra, vizinhos e amigos. “O coração era dividido entre a função de mãe e a de profissional”, admite.

Foi nesse período que abriu caminho para a Wilhelm Advogados, que hoje opera com filiais em Curitiba e São Paulo. Com o tempo, a empresa expandiu para novas frentes, trabalhista, societário e, especialmente, insolvência, a área que Mara mais dedica: recuperações judiciais e falências. O Mestrado em Brasília veio depois, e com ele o livro escrito por Mara: O Pedido de Falência pelo Fisco – Conflito com os Direitos Fundamentais, um dos trabalhos precursores sobre o tema no país.

O projeto que nasceu de um agradecimento

Em 2021, a Contax completou 25 anos. Mara queria celebrar de forma diferente, homenageando as mulheres que fazem parte dessa história. Foi assim que surgiu o Projeto Mulheres que Inspiram: de uma vontade de reconhecer, de uma parceria com a Presse Comunicação para dar forma à ideia e de um primeiro “sim” do OCP News para publicar as histórias.

“Mulheres que Inspiram foi a nossa forma de agradecimento a todas as mulheres de Blumenau e região”, conta Mara. O que era para ser uma ação pontual do mês de março se tornou um projeto que não parou mais. Cinco anos depois, chegou à 6ª edição, com o tema Legado em Movimento, realizado pela Contax e pela HALLO! Magazine. Ao longo das edições, dezenas de mulheres do Vale do Itajaí foram homenageadas, e o projeto cresceu até ganhar formato de evento, palestrantes de diferentes áreas e ações solidárias, como o apoio à Casa do Aconchego, do Hospital Santo Antônio.

“O legado não é algo que fica parado no tempo, ele se move, se transforma e inspira novas histórias. Chegamos à 6ª edição com a certeza de que cada mulher que passou por esse projeto deixou uma marca em outra”, resume Mara.

O legado que continua em movimento

Os princípios que guiam Mara são diretos: ética, transparência e um atendimento sempre humanizado. “Cada processo, não importa o valor da causa, eu sei o quanto é importante para o cliente que me confiou a atuação”. Esse cuidado com o outro também aparece nas campanhas sociais da Contax ao longo dos anos, roupas, tampinhas, ração para animais e doações de sangue, que renderam à empresa o título de empresa solidária do Hemosc.

E o legado mais concreto de tudo? As filhas Júlia Helena e Luiza Gabriela, aquelas que ficavam com a sogra nos finais de semana enquanto os pais estudavam em Florianópolis, trabalham hoje nos negócios da família, ambas advogadas.

Para as mulheres que estão começando, Mara tem uma palavra só: persistência. “Não existe jornada ou batalha fácil. A vida vai sempre te testar, mas você precisa encontrar seu caminho, trabalhar com o que gosta, e assim não sentirá o peso do trabalho, porque envolve satisfação pessoal”, pontua. E isso é o que ela fez. E continua fazendo!

6 mitos do Imposto de Renda 2026 que podem te jogar na malha fina

Por Debora Correa Rebellato, contadora e,

 sócia da Contax Contabilidade e Planejamento Tributário.

Em 2025, quase 4 milhões de declarações do Imposto de Renda ficaram retidas na malha fina, ou seja, cerca de 8,7% de tudo o que foi enviado à Receita Federal. Um número expressivo, especialmente porque a grande maioria dos casos não envolve fraude ou má-fé. Os principais motivos foram despesas médicas não comprovadas (32,6%) e omissão de rendimentos, ou seja, o contribuinte simplesmente esqueceu de declarar algum valor (30,8%). O resultado? Dos 3,2 milhões retidos na malha fina, 2,4 milhões precisaram correr para corrigir erros e a Receita Federal arrecadou R$2,6 bilhões com essas correções, sem abrir nenhum processo formal de fiscalização. 

O prazo para entregar o IR 2026 vai até 29 de maio e nessa época do ano, boatos e meias-verdades sobre o Imposto de Renda se espalham. Por isso, compartilho os principais mitos desta temporada e o que você realmente precisa saber.

  • A regra do Pix de R$ 5 mil já vale para esta declaração

Este é o boato mais quente do momento, e ele mistura duas coisas diferentes que estão causando muita confusão.

A primeira: desde o início de 2025, bancos e instituições financeiras passaram a enviar à Receita Federal o valor total mensal de créditos e débitos de cada CPF que movimentar mais de R$5 mil, sem detalhar operações individuais ou identificar destinatários. O objetivo é cruzar essas informações com o que foi declarado no Imposto de Renda, ou seja, não existe imposto novo sobre o Pix e você não precisa declarar transferência nenhuma. O que a Receita quer saber é se a sua movimentação financeira bate com a renda que você declarou ter recebido.

 A segunda confusão é sobre a isenção. A nova faixa de isenção de até R$5 mil mensais entrou em vigor em janeiro de 2026, mas não se aplica à declaração deste ano. O IRPF 2026 reflete o que você ganhou em 2025, quando essa isenção ainda não existia. Essa mudança só vai aparecer na declaração de 2027.

  • Só preciso declarar se tenho carteira assinada

Erro clássico. A obrigatoriedade de declarar não depende apenas da renda salarial. Ganhos com aluguel, investimentos e atividade rural, entre outros critérios, também obrigam a entrega da declaração. Quem vendeu um imóvel, recebeu herança, trabalhou como autônomo ou tem aplicações financeiras pode ser obrigado a declarar, mesmo sem vínculo empregatício nenhum.

  • Meu aluguel é pequeno, não precisa declarar

Não importa o valor: todo aluguel recebido precisa ser informado. E tem um detalhe que pega muita gente: quando o inquilino é uma pessoa física, o proprietário é obrigado a registrar os recebimentos mês a mês no Carnê-Leão e recolher o imposto quando o valor ultrapassar a faixa de isenção. Deixar para acertar tudo só na declaração anual não é permitido e gera multa e juros sobre os valores em atraso.

Outros erros comuns nessa área: incluir IPTU e condomínio no valor do aluguel declarado, esses valores não entram nesse campo, e declarar o aluguel pago em atraso como se tivesse sido pago no mês de vencimento. O correto é lançar conforme a data do efetivo recebimento. Vale lembrar também que a Receita cruza automaticamente os dados do inquilino com os do proprietário. Se os valores não baterem nas duas declarações, o sistema sinaliza inconsistência na hora.

  • Posso atualizar o valor do meu imóvel na declaração

Não pode. O erro que mais leva os contribuintes à malha fina é tentar atualizar o valor do imóvel pelo preço de mercado ou pelo valor do IPTU. Para a Receita Federal, o imóvel deve ser declarado pelo custo histórico, ou seja, o valor efetivamente pago na compra. A única forma de aumentar esse número é comprovar gastos com reformas e melhorias, com nota fiscal. Isso, aliás, é um planejamento inteligente: quanto maior o custo registrado, menor o ganho de capital na hora de vender.

  • MEI não precisa declarar IR como pessoa física

Precisa sim. Ser MEI não isenta ninguém da declaração de Imposto de Renda pessoal. Se o MEI tiver rendimentos tributáveis acima do limite de isenção ou lucros que ultrapassem a parcela isenta, precisa declarar e pode ter imposto a pagar. E lembre-se, são duas declarações distintas, uma da empresa e outra pessoal. Uma não substitui a outra.

  • Dependente não precisa ter renda declarada

Muitas famílias ignoram esse ponto. Se um filho adolescente tem renda de estágio, uma filha adulta recebe bolsa de pesquisa ou o cônjuge tem aplicações financeiras no próprio nome, todos esses valores precisam constar na declaração do titular. Omitir a renda de dependentes foi responsável por uma fatia significativa das retenções em 2025 e é um dos erros mais fáceis de evitar com um pouco de atenção.

Mas afinal, o que realmente mudou em 2026? 

Quem apostou em plataformas de bets em 2025 tem uma novidade importante: a Receita criou um campo específico para informar rendimentos de apostas de quota fixa, e os saldos registrados nessas plataformas ao final de 2025 também devem ser declarados.Quem não declarar pode ser identificado no cruzamento de dados e autuado.

Nas despesas de saúde, o Receita Saúde, sistema que substituiu os recibos em papel por recibos eletrônicos, entrou em plena operação em 2025 e já emitiu 30 milhões de recibos. Na prática, isso significa que a Receita tem acesso muito mais preciso aos valores pagos a médicos e clínicas. Qualquer divergência entre o que o profissional informou e o que o contribuinte declarou será identificada automaticamente.

Por fim, uma dica prática: quem usar a declaração pré-preenchida e optar por receber a restituição via chave Pix do CPF entra na fila prioritária de pagamento. Os lotes saem em 29/05, 30/06, 31/07 e 31/08. A malha fina assusta, mas na maior parte dos casos ela é resultado de descuido, não de desonestidade. Com informação correta e atenção no preenchimento, dá para chegar ao fim de maio com a declaração entregue e a consciência tranquila.

Blumenau sedia o 41º Congresso Nacional de Sindicatos Empresariais, lança ação de Carbono Zero e aprova manifesto em defesa das micro e pequenas empresas

Blumenau voltou a ser o centro do empresariado brasileiro. Entre os dias 27 e 29 de maio, o Parque Vila Germânica recebeu o 41º Congresso Nacional de Sindicatos Empresariais (CNSE), reunindo 800 lideranças de 19 estados do país em três dias de debates sobre reforma tributária, inovação, tecnologia e sustentabilidade nos negócios. A edição marcou o retorno do evento à cidade, que já o sediou em 2001 e 2016, e trouxe novidades inéditas em suas mais de quatro décadas de história: a adoção de uma ação de Carbono Zero e a aprovação de um manifesto em defesa das micro e pequenas empresas.

O tema da edição, “Tradição e Inovação por um Futuro Sustentável”, sintetizou bem o espírito do congresso: de um lado, a força de um setor que movimenta 56% do PIB brasileiro, reúne 7 milhões de empresas e sustenta 43 milhões de empregos; de outro, a disposição das lideranças empresariais de olhar para frente e enfrentar as transformações em curso no país.

O patrono do CNSE, Sebastião Abritta, presidente do Sindivarejista do Distrito Federal e liderança de longa trajetória no movimento sindical empresarial, defendeu no evento o equilíbrio entre capital e trabalho e o papel do associativismo na construção de um ambiente mais justo para quem empreende. “O verdadeiro avanço não está no confronto entre capital e trabalho, mas no equilíbrio entre produtividade e humanidade, e é pela união que os sindicatos empresariais transformam desafios isolados em voz coletiva, construindo um país mais justo, competitivo e preparado para o futuro”, afirmou.

Palestrantes e pautas de alto impacto

A programação contou com nomes de referência nacional. O economista Bernard Appy abordou os impactos da reforma tributária para os negócios. O cientista Silvio Meira discutiu o papel da tecnologia e da inteligência artificial nos próximos anos. A empresária Sônia Hess trouxe ao palco um case de sucesso sobre empreendedorismo e liderança. O congresso contemplou ainda painéis temáticos com foco em negociação coletiva, cenário político, jornada de trabalho e perspectivas para o setor do comércio, turismo e serviços.

Pela primeira vez: ação de Carbono Zero

Em parceria com a Fundação Hermann Hering e a empresa Domani Global, o 41º CNSE aderiu, pela primeira vez em sua história, a uma ação de Carbono Zero dentro do programa Cidade Carbono Zero. A iniciativa prevê a elaboração de um Inventário de Emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE), abrangendo o consumo energético do Parque Vila Germânica e o deslocamento de todos os envolvidos. Com o relatório em mãos, a organização poderá pleitear o selo de evento carbono neutro, reconhecido pelo Ministério do Meio Ambiente e Clima.

Manifesto em defesa das micro e pequenas empresas

Durante o congresso, as entidades do comércio de bens, serviços e turismo aprovaram um manifesto de oposição a cinco medidas recentes do Governo Federal que, na avaliação do setor, atacam diretamente as micro e pequenas empresas: a redução da jornada 6×1 sem prazo de adaptação; a aplicação da NR-1 com novos custos sem contrapartida; o congelamento dos limites do Simples Nacional desde 2017; a extinção do imposto das blusinhas sem redução da carga tributária sobre as MPEs; e a omissão diante do avanço das apostas online (Bets), que drenam bilhões da economia real. O documento está disponível na íntegra aqui.

Premiação: reconhecendo quem faz a diferença

Na sexta-feira, último dia do congresso, o 41º CNSE celebrou os profissionais que se destacaram ao longo do ano no movimento sindical empresarial brasileiro. O Prêmio Lair Montenegro reconheceu, na categoria Executivos, Alexandre Peixoto, do Sindilojas Porto Alegre/RS, pelo trabalho “A defesa do Varejo: a representação político-institucional diante do Legislativo Municipal”, e na categoria Assessores de Comunicação, Dennis Orru, do Sindicomércio de Juiz de Fora/MG, com o Prêmio Oddone Turolla de Jornalismo. O Prêmio José Washington Coelho, na categoria Assessores Jurídicos, foi entregue a Flávio Obino Neto, do Sindilojas Porto Alegre/RS, e a Regina Almeida de Queiroz, da Singa Florianópolis/SC. Parabéns a todos os premiados.

O Brasil inteiro esteve em Blumenau

O 41º CNSE reuniu delegações de todas as regiões do país. A delegação mais distante veio de Roraima, com a presença da Fecomércio Roraima. O estado com a maior delegação foi Minas Gerais, e o sindicato com maior representação foi o Sindivarejista/DF. Da Amazônia ao Sul do Brasil, o movimento sindical empresarial provou mais uma vez que fala com uma só voz.

O congresso encerrou do jeito que só Blumenau sabe fazer: com uma mini Oktoberfest, colocando o ponto final no evento com animação, música e a hospitalidade que fazem da cidade um destino de referência para grandes encontros nacionais.

Realização e apoio

O 41º Congresso Nacional de Sindicatos Empresariais foi realizado pelo Sindilojas Blumenau, pelo Sincavi e pelo Sindasseb, com patrocínio do Sebrae.

“Receber o 41º CNSE em Blumenau pela terceira vez foi uma grande honra e uma grande responsabilidade. Saímos daqui com debates ricos, posicionamentos claros e a certeza de que o empresariado brasileiro está preparado para os desafios que vêm pela frente. Blumenau mostrou, mais uma vez, que está à altura dos grandes eventos nacionais”, afirma Emílio Rossmark Schramm, presidente do Sindilojas Blumenau.

Blumenau dá o primeiro passo para se tornar referência em eventos com compromisso climático

Blumenau é reconhecida nacionalmente pela sua cultura de eventos e, agora, um desses encontros começa a trilhar um caminho que pode mudar o padrão do setor na região: o 41º Congresso Nacional de Sindicatos Empresariais (CNSE), que acontece de 27 a 29 de maio no Parque Vila Germânica, será o primeiro grande congresso do setor a mensurar e possivelmente compensar todas as emissões de Gases de Efeito Estufa geradas pelo encontro.

A iniciativa é uma parceria com a Fundação Hermann Hering, que por meio do programa “Cidade Carbono Zero” e da plataforma da empresa Domani Global apoia organizações e eventos da região na jornada de descarbonização. Para Emílio Rossmark Schramm, presidente do Sindilojas Blumenau e uma das entidades realizadoras do congresso, a expectativa vai além do próprio evento: “Assumir a responsabilidade de mensurar e compensar as emissões é uma forma concreta de colocar em prática o tema desta edição. Esperamos que sirva de inspiração para outros eventos que acontecem em Blumenau ao longo do ano.”

Como funciona

A Domani Global elaborará um Inventário de Emissões de Gases de Efeito Estufa do evento seguindo a metodologia do GHG Protocol Corporate Standard. O levantamento abrange todas as fontes de emissão: consumo de energia do Parque Vila Germânica e o deslocamento de participantes, palestrantes, fornecedores e equipe. O relatório é produzido após o congresso e, com ele em mãos, a organização poderá adquirir créditos de carbono e pleitear o selo de evento carbono neutro, reconhecido pelo Ministério do Meio Ambiente e Clima.

A cidade como protagonista

A escolha de Blumenau como foco do programa “Cidade Carbono Zero” não é coincidência. A região convive de perto com os efeitos das mudanças climáticas e, ao mesmo tempo, reúne condições únicas para liderar a transição para uma economia de baixo carbono. Carla Oliveira, Gestora da Fundação Hermann Hering, resume o raciocínio: “Blumenau é uma cidade que viveu na pele os efeitos das mudanças climáticas. Faz todo sentido que ela seja protagonista na construção de uma economia de baixo carbono. Apoiar o CNSE é exatamente o que o programa Cidade Carbono Zero propõe: mostrar que eventos, empresas e organizações podem e devem assumir sua responsabilidade climática.”

A própria fundação carrega um legado ambiental que remonta aos fundadores da Hering, com uma área preservada de 4,2 milhões de metros quadrados de floresta urbana no coração da cidade. O programa convida agora empresas e eventos de todos os segmentos a seguirem o mesmo caminho, antecipando também as obrigações da Lei nº 15.042/2024, que regulamentou o mercado brasileiro de carbono.

Sobre o 41º CNSE

O congresso reúne cerca de 800 lideranças empresariais de 19 estados e tem como tema “Tradição e Inovação por um Futuro Sustentável”. A programação inclui palestras de Bernard Appy (reforma tributária), Silvio Meira (tecnologia e inteligência artificial) e Sônia Hess (empreendedorismo). É realizado pelo Sindilojas Blumenau, Sincavi e Sindasseb, com patrocínio do Sebrae.

As inscrições para o 41º CNSE seguem abertas em congressonse.org.br. O pacote completo dá acesso a toda a programação de palestras e feira de negócios, coquetel de abertura, almoços dos três dias, jantar de encerramento, a tradicional Mini Oktoberfest e kit do congressista. Para quem prefere uma participação pontual, há opção de ingresso avulso para uma palestra específica. Inscrições em grupo contam com descontos progressivos. O evento oferece ainda serviço gratuito de traslado entre os hotéis credenciados e o Parque Vila Germânica para todos os participantes do pacote completo. 

Assessoria de Imprensa Nathália Heidorn | Presse Comunicação (47) 99972.8431redacao6@presse.inf.br e presse.inf.br

FOTOS: https://drive.google.com/drive/folders/1wECGN1f8BKdVJq7gazTAsMPAMUF2aYhr?usp=sharing 

MANIFESTO EM DEFESA DAS MICRO E PEQUENAS EMPRESAS BRASILEIRAS

Nós, representantes dos sindicatos empresariais do comércio de bens, serviços e turismo de todas as regiões do Brasil, reunidos no 41º Congresso Nacional de Sindicatos Empresariais (CNSE) em Blumenau, Santa Catarina, representando todos os sindicatos e federações presentes no CNSE, de 19 estados e o Distrito Federal, vimos a público manifestar nossa mais veemente oposição às medidas recentes do Governo Federal que atacam diretamente as micro e pequenas empresas: a redução da jornada 6×1 sem prazo de adaptação, a aplicação da NR-1 com novos custos sem contrapartida, o congelamento dos limites do Simples Nacional desde 2017, a extinção do imposto das blusinhas sem redução da carga tributária sobre as MPEs, e a omissão diante do avanço das apostas online (Bets) que drenam bilhões da economia real. 

  1. Redução da jornada 6×1 sem prazo de adaptação, somos favoráveis às pessoas, contrários à pressa

Não somos contra as melhores condições de trabalho. Pelo contrário: trabalhador valorizado é trabalhador produtivo. O que rejeitamos é a irresponsabilidade de impor uma mudança dessa magnitude sem dar ao empresário tempo para se adaptar. Uma reforma trabalhista aprovada no ritmo da agenda eleitoral, sem escutar quem emprega, transfere inteiramente o custo para a micro e pequena empresa, e o resultado será demissão, não progresso. Um prazo mínimo de quatro anos é o razoável. O setor produtivo não vai aceitar pagar essa conta sozinho.

  1. Aplicação da NR-1 sem redução da burocracia, mais custo para quem já carrega demais

A exigência de gerenciamento de riscos psicossociais pela NR-1, sem qualquer contrapartida de simplificação ou apoio ao pequeno empresário, representa mais um custo sobre quem já opera no limite. A micro e pequena empresa não tem departamento jurídico, não tem RH estruturado e não tem fôlego para absorver novas obrigações sem suporte. Cobrar cumprimento sem oferecer condições é punir quem tenta fazer certo.

  1. Atualização dos limites do Simples Nacional desde 2017, a inflação que corrói quem menos pode

Desde 2017 os limites de faturamento do Simples Nacional não são reajustados. Na prática, milhares de micro e pequenas empresas foram empurradas para faixas tributárias mais pesadas sem que sua capacidade real de pagamento tenha crescido. Corrigir esses limites não é favor, é obrigação do Estado para com quem faz a economia girar.

  1. Extinção do imposto das blusinhas, concorrência desleal às custas do varejo nacional

O Governo Federal, por meio da MP nº 1.357/2026, promoveu uma redução sem precedentes da tributação sobre o comércio eletrônico estrangeiro. A medida estabelece isenção total, ou seja, 0% de Imposto de Importação, para compras online de até US$50 dentro do Programa Remessa Conforme. Para encomendas entre US$50 e US$3.000, a alíquota caiu de 60% para 30%. Na prática, o comércio internacional foi drasticamente desonerado enquanto o varejista brasileiro continua arcando com a mesma carga tributária de sempre.

Vale ressaltar que em 2025, a taxa das blusinhas arrecadou R$5 bilhões e garantiu condições minimamente justas para o comércio brasileiro. Plataformas chinesas voltam a competir sem imposto federal, enquanto o varejista nacional paga tributos, gera empregos formais e arca com todos os custos de quem produz dentro da lei. Revogar esse imposto sem reduzir a carga sobre as MPEs não é liberalismo, é escolher o lado errado.

Os efeitos são múltiplos, imediatos e assimétricos, e afetam desproporcionalmente os elos mais vulneráveis da cadeia produtiva:

Empregos em risco: segundo estimativa da CNI, a taxa preservou 135 mil postos de trabalho. Microempresas e pequenos varejistas, sem escala para absorver a concorrência desleal, serão os primeiros a fechar. O setor de vestuário e acessórios, principal ramo das MPEs, é o mais vulnerável.

Perda de arrecadação: a perda total estimada chegará a R$42 bilhões anuais, muito além dos R$5 bilhões do imposto zerado. Plataformas internacionais faturaram R$40 bilhões no Brasil entre 2023 e 2025 sem investir praticamente nada no país.

Prejuízo ao consumidor: a destruição da produção local eliminará concorrências e reduzirá a oferta de produtos com garantia e conformidade com normas brasileiras, deixando o consumidor dependente de plataformas que não prestam contas no Brasil.

Desinvestimento: a insegurança regulatória ameaça os R$100 bilhões previstos para investimento do comércio em 2026.

Contrassenso global: EUA, México, Índia, Turquia, Indonésia e a União Europeia, que em junho de 2026 passou a cobrar imposto sobre produtos de até €150, seguiram o Brasil na tributação dessas plataformas. O Brasil, pioneiro nessa causa, agora retrocede isolado.

  1. O avanço das apostas online, R$ 25 bilhões que saem da economia real

O jogo é proibido no Brasil. Ainda assim, as apostas online consomem R$25 bilhões por ano que deixam de circular no comércio, nos serviços e nas pequenas empresas brasileiras. Esse dinheiro não gera emprego, não paga fornecedores, não movimenta o varejo local, e ainda provoca graves consequências sociais para milhares de famílias. Enquanto o setor produtivo é taxado e fiscalizado a cada passo, um sistema que drena bilhões da economia real opera sem regulação efetiva. Isso não é aceitável.

O recado é claro: o empresário brasileiro quer crescer, contratar e investir. Mas precisa de um Governo que seja parceiro, não adversário. 

Quem somos 

O sindicalismo empresarial não está nos congressos para fazer política, está para defender os empresários que empregam, que investem e que acreditam no Brasil. O 41º CNSE reúne mais de 800 lideranças de 19 estados e do Distrito Federal, representando um setor que move 56% do PIB nacional, congrega 7 milhões de empresas e sustenta 43 milhões de empregos. Quando esse movimento fala, o país precisa ouvir. O 41º CNSE é realizado pelo Sindilojas Blumenau, pelo Sincavi e pelo Sindasseb e conta com o patrocínio do Sebrae

Confira a lista de sindicatos e federações presentes no CNSE, de 19 estados e o Distrito Federal que assinam esse manifesto aqui

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